segunda-feira, 1 de junho de 2009

O Aborto é o Roubo Infinito*

*Como disse Mário Quintana, o aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo! Fernando Sabido corrobora: “matar não é tão grave como impedir que alguém nasça, tirar a sua única oportunidade de ser”.


Por que tenho esta terrível necessidade de fazer os outros enxergarem as coisas da mesma forma que eu? É infantil, eu sei. Nada os obriga a fazer isso. O significado disso é que tenho medo de sentir as coisas sozinha...


Quando era menina, chegando à adolescência, lembro-me de perguntar com freqüência à minha mãe (católica fervorosa naquela época) a opinião dela sobre o aborto. Mas e se você soubesse que o neném vai nascer doente? E se você fosse estuprada? E se você corresse risco de vida? E se...? E se...? Duas coisas me motivavam a insistir nesse assunto. Uma era o fato d’eu querer descobrir a magnitude da força imensurável de mamãe e a outra era eu querer encontrar algo parecido dentro de mim. Apesar de religiosa e de ser tão firme em tantas ocasiões, mamãe me deixou várias vezes sem resposta. Mais tarde entendi que o seu silêncio era porque ela sabia demais. Como ocorre com todas as mães.

E a vida nos ensina. Eu leio muito, mamãe também, mas em nenhum livro aprendemos a sobreviver à dor não da perda mas da chegada de alguém completamente inesperado. Aos 19 anos, no meio de uma alucinada faculdade de física, engravidei. Papai, japonês e, como todos orientais um homem de poucas palavras, foi incisivo: aborta. Mamãe que andava pela casa dizendo que estava com saudades de ouvir choro de neném, pouco antes de saber de minha gravidez, entrou em desespero com a notícia. Estava aflita sobretudo pelo fato d’eu não ser mais virgem. O que será dessa menina, meodeos? Que futuro ela terá agora? Cheguei um dia em casa e me assustei ao ouvir mamãe conversando no telefone com a tia Isa. Ela mal conseguia falar de tanto que chorava. Será que se eu tivesse morrido mamãe ia sofrer tanto assim? Senti-me péssima por gerar tamanho sofrimento.

Com exceção de um colega da faculdade, todos para quem eu contei sobre a minha gravidez perguntaram (como se eu tivesse outra opção) o que eu ia fazer. Hugo foi o único que abriu um sorriso e me deu os parabéns. Talvez nunca um sorriso tenha tido tanta importância na minha vida como esse dado por Hugo. Por conta desse episódio, apesar da distância e dos anos que não o vejo sou capaz de, hoje, desenhar seu rosto. Essa recepção social, no entanto, em nenhum momento fez com que eu ficasse em dúvida quanto ao próximo passo que deveria ser dado. Pensando bem, esse foi o único momento na minha vida em que não precisei perguntar para ninguém o que eu deveria fazer. Nem mesmo quando ouvi o que qualquer mulher grávida se desespera só em pensar.

Aos três meses de gravidez estive, munida do exame de sangue, no consultório da doutora (?) Denise Ataliba. Ao ler aqueles números seguidos do símbolo de percentagem, Denise (me recuso a colocar Dra antes desse nome) olhou para mim e perguntou se eu estava sozinha. Seu marido não veio junto? Seus pais então? Hmmm... quer voltar outro dia acompanhada deles? Pode falar, doutora, estou só mas sou muitas. Bom, se é assim: teremos que fazer uma micro-cesariana e interromper essa gravidez. Você está com toxoplasmose e seu filho vai nascer deficiente. Falou algo sobre hidrocefalia, acefalia...sei lá! Não me lembro o termo clínico mas sei que deixou claro que meu filho não sobreviveria logo após o parto e eu corria um sério risco de ficar cega se insistisse na gravidez. Algo mais para me dizer, Denise? Se você pensou que eu iria permitir que você matasse o meu filho com essa mão imunda, se enganou.

Voltei andando para casa pensando em como acabaria de privar a minha mãe da alegria de viver com o fato, agora, de seu primeiro neto ser completamente deficiente. Não houve hesitação nem durante essa longa caminhada. Porém, não me lembro de ter dormido uma noite sequer durante essa gravidez sem antes encharcar meu travesseiro. Não ter opção significou “ter força”. Mas “ter força” não significou “não ter medo”.

Numa determinada tarde, ao me ver chegar da faculdade, mamãe veio aflita conversar comigo. Minha filha, você sempre me perguntou o que eu faria se soubesse que meu filho iria nascer doente. E, nesse dia, mamãe cometeu talvez o seu maior pecado e revelou a sua maior fraqueza (que eu supunha inexistente) ao olhar em meus olhos e dizer filha, eu estou ao seu lado, você sabe disso, mas a cruz quem vai carregar é você. Ser mãe solteira de um filho saudável será muito pesado mas sei que você suporta. Porém, temo em te ver cair agora com tamanha carga nas costas. Sob o risco de vida da mãe, minha filha, não creio que seja pecado interromper uma gravidez. Aqueles olhos verdes de mamãe estavam seguros. Não piscaram. Os meus também não.

Senti o neném se mexer na minha barriga logo após ouvir aquelas palavras cortantes.

Não tive forças para permitir que alguém me rasgasse e matasse a vida que estava sendo gerada dentro de mim. Percebi, naquele momento, que se eu virasse para o médico e dissesse “pode matar” estaria tudo acabado. Inclusive a Elika com toda a sua pluralidade. Agüentaria ficar cega, ter um filho deficiente, aceitaria morrer se preciso fosse mas descobri que não suportaria viver com o peso de ter dado a ordem de uma execução para ser indefeso.

Que eu sou contra qualquer tipo de religião, principalmente as judaico-cristãs, todos que me conhecem já sabem. Se hoje eu não acredito em nada não foi por falta de busca e muito menos de necessidade. Simplesmente na minha cabeça não entra qualquer espécie de ser invisível – que mora no céu – que observa tudo que eu faço a cada minuto de cada dia. Que esse ser invisível tenha uma lista especial com dez coisas que ele não quer que eu faça! E, se eu fizer uma dessas coisas, o ser invisível tem um lugar especial, cheio de fogo e fumaça, de tortura e angústia, para onde vai me mandar para que eu sofra e me queime e me sufoque e grite e chore para todo o sempre. Mas que esse ser invisível me ama! Ora, poupe-me dessa ladainha.

Porém, apesar de todo esse radicalismo eu sou a primeira a defender a posição da Igreja Católica em relação a um único tema: o aborto. Sou tão inflexível quanto o Papa nessa hora e comungamos da mesma opinião. Somos contra, definitivamente contra, em qualquer ocasião. Para mostrar a força da minha falta de moderação quando o assunto é o aborto darei um exemplo: o caso da menina de 9 anos que engravidou de gêmeos pelo próprio padrasto no início deste ano. A gravidez só foi descoberta depois que a criança se queixou de dores e foi levada pela mãe à Casa de Saúde São José, em Pesqueira (PE). Os médicos classificaram a gestação da menina como de alto risco, pela idade e por ser de gêmeos. Aqui reafirmo.Essa criança tinha que ter levado essa gravidez adiante.

Fácil falar que ela deveria interromper a gravidez que já se estendia para três meses de gestação. Mas, para esses que se manifestam a favor desse aborto eu pergunto: e se fosse você a realizá-lo, a dizer, se fosse você o responsável por transformar duas vidas em imagens como essas que acompanham esse texto, você teria coragem de fazê-lo? Ao invés de uma, o infeliz desse padrasto juntamente com a equipe médica fizeram três vítimas. O aborto, embora muitos não saibam, pode causar dor em fetos ainda pouco desenvolvidos a partir da décima-sétima semana de gestação. Já existe hoje a opção de anestesiar o feto durante a interrupção da gravidez, porém, até onde eu pesquisei ainda não existe nada que anestesie a consciência. A não ser a covardia.

Em tempo, Hideo hoje tem 15 anos e é de longe, a melhor escola que já freqüentei. Tão (im)perfeito quanto qualquer um de nós.


---------------------------------------------------------------------------


ERRATA:
Assim que postei o texto, minha filha de 11 anos quis ler. Ao ver Nara ali, sentadinha, assustada de frente para a tela do computador percebi que errei ao dizer que a minha postura seria a mesma em qualquer ocasião. Se a vida da Nara estivesse em risco eu seria a primeira a fazer o que fosse necessário para que a vida dela fosse preservada.

Enfim, encontrei em mim a mesma fraqueza de minha mãe que outrora mencionei...

Como viver pode se tornar algo complicadíssimo, não é mesmo?



36 comentários:

  1. Meu amor,
    O texto está ótimo, e sei que as imagens são fundamentais para o seu objetivo, mas, como você já me conhece, não preciso dizer que passei pelas imagens meio que rapidamente.

    Não sei se todas as pessoas estão dispostas a ver o que você está mostrando. Sei que o objetivo é chocar, mas, como cada um é cada um, talvez alguns não cheguem ao final do texto, o que seria uma pena, pois ele está muito bem escrito e com informações que muita gente pode desconhecer.

    De qualquer forma,
    parabéns; por tudo.
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Oi Elika,

    Eu cheguei tb ao final do texto, muito interessante por sinal.
    Como eu detesto hospital, não vou negar que as imagens me arrepiaram, mas o assunto em si é polêmico.
    Ótimo texto Elika.

    Bjs

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. O seu "exemplo" e maneira de encarar o fato é inquestionável. No entanto, existem outras realidades e argumentos que me fazem crer que a opção pelo aborto deva ser considerada, principalmente no início da gestação. Não há fraqueza em se refletir e reconsiderar uma opinião e sim bom senso e demonstração de maturidade e elevação espiritual, se é que você me entende. beijos
    Luis manuel

    ResponderExcluir
  5. se fosse pela aquela doutora , eu nao estaria aqui .. com 15 anos e saudável ! (:

    ResponderExcluir
  6. Parabéns pela coragem da postura. É também a minha.

    ResponderExcluir
  7. Eka, bom texto. Sempre soube da sua opinião inflexível com isto. Graças a liberdade de expressão, vc pode falar o q quiser e mostrar o q quiser aqui. Mas um adeno: não acha que é um pouco prepotente colocar sua opinião como verdade absoluta? Um tema tão polêmico, que divide tantas opiniões, será q tem uma resposta tão certa?
    Crescemos orientadas pela mesma mãe. Mas, por diferentes experiências de vida, temos opiniões radicalmente distintas.
    Nenhum médico deve brincar de deus. Nenhum médico deve passar informações incorretas. Em caso de toxoplasmose, não se interrompe a gravidez, pq a chance de má formação é pequena, principalmente nos últimos trimestres. Não falo de Brasil, falo de mundo. Vc passou foi por uma má médica, que errou com perícia, prudência e ética contigo.
    Se ter um filho deficiente, anencéfalo, ou ter a infância corrompida é válido pra vc, saiba q não o é para todos.
    Sou totalmente a favor da legalização do aborto. Como boa filha de D. Ruth, também fui criada para ter ojeriza a isto. Mas, depois de umas 3 adolescentes mortas nos meus plantões de obstetrícia por aborto com agulha de crochê, chutes na barriga, choques e outras coisas q vc nem imagina, as coisas começaram a tomar um outro foco.
    Mereciam elas morrer sangrando? Criancas de 14, 15 anos? Idade de Hideo e Bellinha?
    São elas sujas e assassinas?

    Diferente das outras pessoas q aqui postaram, Eka, suas fotos não me impressionaram nem um pouquinho. Isto porque eu já vi coisa muito, mas muito pior. E estou só no início da minha carreira.

    Logo, motivo nº 1: quem quer fazer aborto, faz de uma forma ou outra. E quem morre são aquelas q não podem pagar o citotec, pelo mercado negro. Mulheres jovens, geralmente muito jovens. Isto certamente se inverteria se o aborto pudesse ser feito com profissionais treinados, em clínicas esterelizadas, com o menor trauma possível.

    Motivo nº2) Gravidez indesejada gera, muitas vezes, filhos indesejados. São marginalizados pela família, crescem apanhando, sem dignidade, sem amor.
    Recordo do Matheus, menino de 3 anos que chegou morto no meu plantão de Bonsucesso, há 3 anos atrás, de tanto apanhar de quem? Da mãe.

    Motivo nº3) Como vc mesmo falou, o embrião nada sente. Isto quando é feito até o 3º mês. Se o embrião é "gente", TAMBÈM é questionável. Eu não acredito em alma, assim como muitos. O que faz uma pessoa ser uma pessoa? Cérebro? Cabeça, corpo, membros? Consciência? Eu não sei, e certamente, vc também não.

    4º e muitos outros motivos) Estupro, crinças violentadas, risco de vida, risco de qualidade de vida etc etc etc.

    Isso é motivo para muitas, muitas páginas, mas o texto é seu, isto é só um depoimento. A minha mensagem principal aqui é não julgue as mulheres que um dia, por algum motivo, fizeram. Nunca é uma decisão fácil, para ninguém. Não as rotule como assassinas. Vc não sabe a história por trás disto. Vc não sabe o que é o melhor para cada um.
    Apesar de ser a favor da LEGALIZAÇÃO do aborto, eu jamais escreveria um texto incentivando. Eu acho q vc não deveria escrever incriminando.
    Mas enfim, liberdade de expressão. É só minha opinião.

    Ah, e OBS: Na primeira foto, a da mãozinha: esta foto foi de uma microcirurgia intrauterina com a intenção de salvar o bebê. Não foi um aborto. E NÃO, a criança não está lutando para salvar sua vida. Isto é reflexo de prensão palmar, um dos mais primitivos. Tentem fazer isto com um bebê. Quando vc pressiona a palma, ele involuntariamente, por arco-reflexo, vai fazer flexão dos dedos.

    ResponderExcluir
  8. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  9. Talvez eu tenha errado no meu tom, agora q releio q o escrevi. Seus textos são gostosos de se ler, são poéticos e têm (^?) muita paixão.
    Não critico o texto em si, este como eu disse antes, está muito bom. Critico é a sua posição... ajudei ou piorei mais ainda? Rsrsrs.

    Outra coisa: Tem fotos aí que mais estão para infanticídio! O aborto nos países onde o é legalizado é feito com feto bem menos desenvolvido. Geralmente com um embrião minúsculo, translúcido, com membros iniciando desenvolvimento e sistema nervoso periférico ausente (logo, não sentem dor). Não sei se causaria tanta comoção... eu já vi alguns abortos (retidos, onde é necessário fazer curetagem) na faculdade, e mal pude distinguir uma cabeça.

    ResponderExcluir
  10. LK, teu texto me deixou incomodado, menos pela sua opinião, mas principalmente pelo tom passional, onde na ausência de argumentos racionais vc optou por distribuir adjetivos desqualificantes, julgar as pessoas (pensei q só eu tivesse esse defeito rs) e colocar fotos....
    Eu iria postar um comentário, mas a Lydi já escreveu tudo e mais um pouco do q eu queria dizer e portanto perdi minha função =P
    De qualquer maneira, com ou sem temas polêmicos, é sempre irresistível ler teu Blog!!
    Beijo! Daniel

    ResponderExcluir
  11. Fotos por falta de argumento???

    Não vi assim não, Daniel. Acontece que eu visitei quando adolescente uma clínica de aborto e vi a lata de lixo. Aquilo me deixou chocada e muitos do que se dizem a favor não tem noção do que estão falando. Aquele velho ditado "o que os olhos não vêem o coração não sente". Não foi por falta de argumento não, foi sim porque só com palavras o recado não seria devidamente transmitido.

    Não estou aqui para julgar não. Como coloquei na errata, eu tb seria a favor se a situação fosse com a Nara.

    Sei que têm casos e casos, mas não nos esqueçamos que tem meninas que usam o aborto como método "anticoncepcional". Numa roda de bate papo na academia, já vi mulheres disputando quem havia feito mais.

    É para essas que mando o recado e para os jovens que me lêem (que são muitos).

    Quanto a primeira foto,Lyli, eu sei que não é um aborto, apenas achei bonita. Mesmo sabendo que é um reflexo do nenem. Ela mostra que tem um nenem com reflexo!

    Quanto as adolescentes que tentaram fazer o aborto com agulhas de croche, será que se elas vissem o que tinham dentro da barriga teriam tido a coragem de fazê-lo?

    Por isso acho que as fotos são válidas.

    Ah! Vale lembrar o tamanho da fila de casais esperando uma criança recém-nascida para adotar!

    No mais, só tenho a agradecer os comentários.

    Estamos aqui pra isso mesmo!

    Beijos

    ResponderExcluir
  12. Oi Elika. Bom... como estava te dizendo no almoço em família, no que tange ao Direito brasileiro, o assunto é visto nos seguintes lugares: no Código Penal, que criminaliza o aborto com exceção do aborto necessário (para salvar a gestante) ou do aborto no caso de gravidez resultante de estupro; na Constituição Federal que defende o direito à vida (difícil é definir vida); no Pacto de São José da Costa Rica do qual o Brasil é signatário. O Pacto de São José da Costa Rica é mais claro em defender a vida desde a sua concepção. E, como todo tratado internacional, o Pacto tem força de lei no direito brasileiro.
    Em 1991 foi proposto um Projeto de Lei (PL 1135/91) para que o aborto fosse descriminalizado, ou seja, deixasse de ser crime. Foi rejeitado na Comissão de Seguridade Social e na Comissão de Constituição e Justiça da Cidadania.
    Na minha opinião o aborto deve ser mantido como crime. Não o vejo como solução para a Saúde Pública ou seja lá o que for.
    É possível discutir as leis e pensar em mudá-las. Isso faz parte da democracia. Mas, atento que qualquer um que praticar ou participar do crime de aborto está sujeito a penas de detenção ou reclusão. Portanto, cuidado com o que vão fazer e até mesmo com o que vão dizer.
    Abraços.

    ResponderExcluir
  13. Oi de novo!
    O que vc viu na lixeira foi fruto da ilegalidade do aborto. Posso estar enganada, mas creio q em nenhum país o aborto é permitido com mais de 3 meses de idade.
    Na definição médica, só é aborto (espontâneo ou provocado) quando o feto tem menos de 500g, o que ocorre por volta da vigésima semana. Depois disso, é natimorto.
    Bjinhos!

    ResponderExcluir
  14. Elika!
    Seu texto é muito interessante,principalmente como você colocou esse polêmico assunto.
    O ser humano age conforme a situação.
    Abraço!

    ResponderExcluir
  15. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  16. Elika
    Mais uma vez to aqui depois de um tempo sem visitar seu blog. O seu texto é MARAVILHOSO, e na minha opiniao foi muito bem escrito. Mas vamos ao que interessa, acho que você está plenamente certa em relaçao a tudo isso e parabéns pela sua coragem, porque se nao fosse essa coragem você com certeza nao seria a mulher que é hoje.
    Beijoos

    ResponderExcluir
  17. Ana Carolina Bulhões3 de junho de 2009 11:03

    Esse texto , assim como muitos outros me emocionaram. Parabéns, 'Tia' Elika !

    ResponderExcluir
  18. A qualidade de transmitir emoções você já provou e comprovou, esse texto é mais um dos bons , ótimos, exemplos.
    Todos os argumentos que você utilizou são absolutamente verdadeiros; essa é uma cláusula pétrea: não matar.
    Infelizmente devo acrescentar que somos uma espécie assassina. Não preciso comprovar isso para você, basta ver os índios (Pizarro e Cortez), os judeus, os armênios, os ciganos, os homossexuais, os deficientes,os muçulmanos, os cristãos, os budistas (no Tibet), os confucianos, os cristãos (África e adjacências) basta examinar as guerras, justas ou injustas, em tudo houve um motivo que levou alguém a quebrar a cláusula, com o apoio de milhões.
    Para sermos realistas nos dias de hoje, podemos dizer o seguinte: "Cada um deve ter a sua decisão, e ela deve ser seguida pelo menos pelo autor, pelos motivos que a sua razão ou emoção ditar". Ser honesto e agir honestamente. Não cabe a ninguém mais opinar. Quando muito o sorriso salvador, seja qual for a decisão. É o mais humano que posso desejar. Pois logo, logo, estaremos matando para fazer prevalecer a nossa opinião do certo.
    O budismo parece dizer, tudo é e não é.
    Como seu amigo, não queria me omitir. Em resumo, aí está uma síntese. Beijos e felicidades. Sempre.

    ResponderExcluir
  19. Li o trecho do texto que Nelson me mandou, sobre o observatório on line de Deus. Perfeita como sempre! Beijoca.

    ResponderExcluir
  20. CHOCANTE!!! Parabéns Elika, mais uma vez você se mostrou perfeita em como fazer com que as pessoas enxerguem através de um espelho e possa ver como são as coisas do outro lado. Foi brilhante também em fazer de uma história sobre a morte ser uma história sobre a vida!
    Beijos e abraços!!!

    ResponderExcluir
  21. Elika, adoro acompanhar seu blog, seus textos são muito interessantes. Parabéns!
    Sobre o aborto, acho que eu não deva ter uma opnião definida, acho que isso varia de acordo com cada situação. Como sua irmã mesmo disse; gravidez indesejada gera filhos indesejados,e também não se sabe a história dessas mulheres.
    Cada um deve ter sua escolha, e não devemos julgar ninguém por isso. A vida nem sempre é facil para todo nós.
    A minha mãe ia me abortar, e as vezes ela me pergunta se não deveria ter feito isso. Mas eu sei o quanto ela me ama, e se tivesse o feito teria sido um "roubo infinito".
    Um grande abraço, Rayana Lou.

    ResponderExcluir
  22. Mãe ainda bem que você tem essa opinião do aborto, meu irmão pode não ser a pessoa mais inteligente desse mundo, mas é a mais, a mais, a mãe você sabe... O Hideo é muuuuito legal e engraçado. Ele é perfeito menos nos estudos, sem nenhum defeito físico. Mãe essas imagens são muuito fortes, o que me fez demorar para comentar, e na hora que li, o seu texto não tinha nada a ver com as imagens e sim com a sua história.
    Muito legal o texto, beijinhos!

    ResponderExcluir
  23. Nao, Elika, você nunca ficaria cega, porque a sua visão da vida vai muito além das suas córneas. Os "loucos" do passado também foram condenados e hoje percebemos que eram os mais coerentes! Parabens pela sua história, pela sua coragem e pelos filhos lindos que você tem. É fato eu passar por aqui e consguir uma inspiração para minhas ideias! Estudava em colégio católico e todo ano tinhamos campanha contra o aborto, e realmente, essa era única coisa que eu tambem concordava com a igreja e sempre participava das palestras.
    Continuarei lendo, porque a cada texto teu que leio, principalmente este, te admiro ainda mais!
    bjinhos
    PS: a 1ª foto do texto é da história de um médico numa cirurgia de risco que estava tentando salvar a vida do nenem, "conscidentemente" o nenem encostou sua mãozinha na mão do médico e essa foto ficou conhecida como mão amiga.

    ResponderExcluir
  24. Olá!
    Para começar eu quero dizer que estou arrepiada e com uma vontade doida de chorar. Seu texto, que nasce da experiência pessoal e não do ouvir dizer é muito profundo. Engraçado que as pessoas dizem que este assunto é polêmico e eu não vejo polêmica alguma...Me parece tão natural que as mães defendam seus filhos e o Estado defenda a vida de seus cidadãos que o choque e a incompreensão que sinto ficam por conta das vezes em que as mães e o Estado descumprem o seu papel básico.
    Você diz no blog que foi católica; eu sou mas compreendo perfeitamente os motivos que a afastaram. Curioso é que você manteve o essencial, você manteve o respeito pela vida independente do tamanho e da aparência que esta vida terá, coisa que muito católico praticante não tem. Haja visto o caso da menina que você cita; as críticas mais severas vieram de quem? De católicos. Para vergonha da Igreja seus membros são os piores no quesito defesa da vida...
    Lendo seu blog eu me identifiquei com algumas coisas, e claro, discordei de outras. Mas se tem uma coisa nessa vida que eu quero praticar sempre é a tolerância com quem é diferente de mim.
    Para terminar, beijos. E mesmo que soe sem sentido, fique com Deus.

    ResponderExcluir
  25. Elika,
    Ao ler seu texto, não foi a eloquência de suas palavras, tampouco o sensacionalismo de suas fotos que mais me surpreenderam. O que mais me marcou foi a paixão de sua redação. Seu texto, em carta medida, já não é mais mera prosa, e já mais me parece um ato de amor.
    O aborto é um tema controverso, cuja abordagem é sempre convite para calorosas e intermináveis discussões. Talvez, a "verdade" seja que ninguém tenha a resposta definitiva para as questões apresentadas.
    O aborto é certo ou errado? Sinceramente, não sei. Até posso dizer que em determinadas situações, eu estaria mais propenso a aceitá-lo, e em outras a abominá-lo. Eventualmente, alguém poderia alegar que o simples fato de eu aceitar a idéia do aborto, por si só, já faria de mim uma pessoa favorável ao mesmo. Mas então, logo eu retrucaria - e quem disse que eu sempre faço aquilo que acho que é o certo? Todos temos nossas fraquezas e limites, e decerto não estou isento destes.
    Não acho que a humanidade tenha uma resposta definitiva para a questão do aborto, tampouco consigo predizer se um dia terá. Neste meio tempo, continuamos a conviver com nossas verdades relativas, sem que necessariamente a referida relatividade venha nos significar um prejuízo ou demérito.
    Leio o texto da Lydi e não posso deixar de notar a perspicácia e a acurácia de suas observações. Tais qualidades, com toda probabilidade, lhe servem de instrumento para que exerça sua profissão de maneira primorosa.
    Por outro lado, ao ler o seu texto Elika, também noto uma coerência e adequação avassaladoras. Em sua gravidez, realmente você passou por maus bocados - a não aceitação de seus pais, os conselhos contrários vindos de todas as partes (inclusive da "comunidade médica"), a suposta doença de seu filho, o alegado risco de vida e de perda da própria visão, o medo lancinante, os travesseiros encharcados... perder a cabeça, na situação em que você se encontrava, não era nada difícil. E, no entanto, quando a possibilidade de erro se mostrava até provável, eis que sua decisão se mostrou precisa e impecável. E foi impecável porque não foi imparcial, não foi isenta e nem foi comedida. Houvesse você assumido uma postura mais equilibrada e racional, era provável que seu filho não tivesse então nascido. Não posso ousar enxergar um erro em sua atitude e visão, pois se assim o fizesse, já então estaria criando a minha própria ilusão - a de que aquilo que entendo como sendo o meu equilíbrio e ponderação seriam mais verdades do que seus valores, sua paixão e sua intuição.
    Meus parabéns por sua determinação e por seu amor incondicional, estes vem apenas confirmar a beleza de sua pessoa.
    E não tema por sentir as coisas sozinha, pois para você, apenas lhe basta que seja a si mesma para que os outros queiram compartilhar de seus sentimentos.

    Um grande beijo

    ResponderExcluir
  26. Preciso pensar, refletir sobre o que escreveu e o que os outros também escreveram. !!!
    Mas é um texto, como os outros, perfetamente escrito. E de novo, cada vez você se supera.
    E o que me intriga é a forma que você coloca o devido assunto.
    Desde que começei a ler (a pouco tempo - no dia que deixei o comentário do 1º texto que você escreveu) sempre quero ler mais.
    Todo dia que entro faço as minhas coisas na internet e venho pro seu blog.
    Você está até me inspirando...
    Tenho feito até propagandas de seu blog; de tão maravilhada que estou.
    Quanto ao assunto... amanhã eu volto e escrevo.
    Beijos e saiba que você mora no meu coração e que acho você uma guerreira pela sua história.
    Beijos !!

    ResponderExcluir
  27. Matar é ruim...

    E viver de sofrimento toda uma vida...

    Nunca sabemos o que vai acontecer, antes que aconteça, então talvez seja bom, ir adiante...

    Ninguém que não viva o sofrimento tem o direito de bater o martelo!! Mas também sabemos que as experiências são diferentes...

    ...na verdade, só sei... que nada sei... Grandes homens dizem grandes coisas...

    (Bem legal isso aqui...!!!)

    ResponderExcluir
  28. Prof.
    Acho que um texto que li na internet nunca me afetou e abalou de tal maneira. Suas palavras me servem de inpiração, seja para rir ou chorar ou simplismente não ter o que dizer. Devo dizer que fazem real diferença e te conhecer este ano e te ter como professora é algo incomparável. Antes tinha receio mas hoje posso dizer: SOU SEU FÃ!
    bjs Vinícius
    (obs.: Com certeza comprarei seu livro e mal posso esperar para lê-lo.) =D

    ResponderExcluir
  29. Vinícius,

    Obrigada pelo carinho. Fiquei muito feliz com seu comentário.

    Beijos e nos vemos em sala!

    :-)

    ResponderExcluir
  30. Profa LK,
    Eu devo dizer que eu estou excepicionalmente chocada. Eu sempre fui a favor do aborto.
    Sempre fui a favor disso...
    Mas pensando melhor, é tão errado. Realmente matar uma vida que só está no iníciozinho é roubar tudo o que se pode e mais um pouco. É muito cruel, algo que nem lavagem cerebral pode tirar da mente.
    Eu, com certeza, se estivesse na sua situação faria o mesmo.
    Não há peso que supere a felicidade de ver um sorriso. Não há.
    Beijos
    AL

    ResponderExcluir
  31. É como eu disse, Amanda. Falar que é a favor é mole, quero ver vc ser a responsável por tirar uma vida.

    Delegar a outro essa responsabilidade nao é bem ser a favor.

    Que bom que te fiz refletir sobre o assunto.

    Beijos

    ResponderExcluir
  32. Professora, posso estar errada mas eu ainda sou a favor do aborto, dependendo da ocasião. Eu abortaria se fosse em caso de estupro. Continuarei refletindo sobre esse assunto, na verdade venho pensando nisso tem bastante tempo.
    (Obs: Em uma família a mãe está grávida,o marido a espanca praticamente todo as dias,eles tem 4 filhos(mais ou menos) pra criar.Essa mulher é doente mental.Você tiraria essa criança?..........
    *para as pessoas que responderam sim.Vocês matariam um dos maiores nomes da música,BETHOVEN.
    Antes de ir,eu sou a gabriella

    ResponderExcluir
  33. Oi professora, muito legal esse seu blog, tem varias coisas que me interessaram, é sempre bom adquirir cultura, entrarei sempre no seu blog.
    bjs,
    Leandro Pierre

    ResponderExcluir
  34. Gabriella,

    Como disse Mário Quintana, o aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo... Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo! Fernando Sabido corrobora: “matar não é tão grave como impedir que alguém nasça, tirar a sua única oportunidade de ser”.

    Leandro,

    Será um prazer te ver por aqui.

    Beijos

    ResponderExcluir
  35. Elika, vc terminou o texto sendo abençoada, e graças a sua filha. Porque não podemos nunca julgar ninguém. Esse deve ser o pior dos pecados. Melhor chamar de lei do universo!!!
    Parabéns pelo texto, li até o final sem ver as fotos (muito chocantes)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. .Gi,

      Obrigada pelo comentário. Eu tirei várias fotos depois do que vc falou. Qdo eu escrevi estava muito emocionada e muito a fim de convencer o mundo inteiro e acabei apelando. Minha irmã já havia me alertado que nem foto de aborto era. Mas deixei algumas. Para me lembrar de quão emocionada eu estava.

      E sim, viver é dificil e eu larguei dessa vida de sair julgando as pessoas há tempos...

      Excluir