sexta-feira, 16 de abril de 2010

Acorda, Rosely Sayão!



Hoje de manhã, indo para o CEFET animadíssima e engarrafadíssima na rua Goiás, às seis e quarenta da manhã, liguei o rádio para ouvir as notícias do dia (anterior) pela bandi nils éfe eme.

Exatamente nesse horário, há uma conversa com uma tal de Rosely Sayão, uma psicóloga super conceituada que transforma os problemas mais cavernosos em coisinhas assim, super simples e fáceis de lidar. Os pais ligam para ela se descabelando e saem da conversa todos penteadinhos sabendo direitinho o que fazer.

Mãe esperta que sou de três filhos em idades completamente diferentes, sei exatamente o que deve ser feito com os filhos dos outros e, na maioria das vezes que a ouço falando e aconselhando, eu me sinto apta a trocar de lugar com essa tal de Rosely. Acho o trabalho dela super simples e as respostas muito óbvias. Por exemplo, se o filho só quiser comer doce na hora do almoço... o que fazer? Moleza, não? E quando o meu filho adolescente não larga o celular?, como limitar o horário do computador?, e se meu filho quiser sair e eu não tiver dinheiro??? Rosely, a psicóloga-cabeça, fala um blá-blá-blá lá afirmando sempre que os pais devem ser mais incisivos em casos como esses, o que traduzido para o vulgo quer dizer que essas coisas se resolvem facilmente no grito e quase nunca na conversa. Nem precisava estudar para ser uma Rosely Sayão. Tudo o que ela diz, ou melhor, dizia que deveria ser feito com essa molecada alheia é patente e eu, claro, concordava. Até que hoje...

Rosely, uma mãe aqui está desesperada porque o filhinho dela de quatro anos vai para a cama dela tooooooda noite. A mãe diz que pega o menininho, coloca de volta na cama, mas diz que ele volta! E esse procedimento acontece umas quatro ou cinco vezes até que a mãe cede e acaba dormindo mal por conta disso. O que fazer, Rosely? Perguntou Inês de Castro, a radialista. Eu, no carro, imaginando essa cena, sendo mãe de um garotinho de três anos que dorme segurando um carrinho, esbanjei sabedoria e respondi à mãe sem titubear: coloca um colchonete no quarto, senhora! Mega óbvio a resposta. Problema resolvido. Simples assim. Sem traumas e aborrecimentos. Próximo! Mas qual o quê! Rosely veio com um conselho pra lá de bizarro. Eu não a conheço pessoalmente nem sei como ela é fisicamente e nunca quis saber, mas hoje comecei a imaginar uma velha de cabelos grisalhos, longos e alvoroçados, portadora de um nariz grande com uma verruga na ponta e usando um chapéu grandão, roxo, em forma de cone falando no microfone. Inês, essa mãe tem que ser mais persistente. A criança tem que aprender que deve dormir sozinha. SO-ZI-NHA? Gritei eu no carro já suando me imaginando no lugar do menininho. Isso mesmo, Inês!, respondeu Rosely me confundindo com outra. O menininho tem que ver que não adianta ele ir para a cama dos pais e que a noite é cada um no seu quadrado, quer dizer, no seu quarto! Que absurdo! Mil vezes que absurdo. Fala sério, Rosely!

Eu, até eu!, que só fui dormir sozinha pela primeira vez quando fui a São Paulo há dois anos atrás (na verdade eu não consegui dormir, mas isso não vem ao caso), sei que todos os bichos do Universo dormem juntos. As galinhas, os macacos, os peixinhos e os passarinhos. Quando um se separa é porque acha que se garante e até onde eu saiba não é o caso nem do leão e nem do gavião! Aqui em casa, todos tem um quarto separado, mas se alguém se sentir inseguro pode vir que eu protejo. E quando meu marido viaja, eu faço questão, mesmo que eles não queiram, de protegê-los. Bóra dormir com a mamãe, galera. Se, por um acaso, eles dispensarem meu quarto eu pego um colchonete e fico de prontidão dormindo ao lado deles. Comigo é assim. Passo a maior segurança pra garotada.

Taaí. Hoje dona Rosely Sayão me decepcionou. Mandei um email para lá manifestando a minha indignação e me colocando à disposição para os ouvintes caso precisem de maiores esclarecimentos sobre o tema. Pelo que tudo indica, o email foi desprezadaço. Por isso vim pra cá, onde sou levada super a sério.



70 comentários:

  1. Primeiríssimo! Meu Deus, o que estou fazendo aqui à essa hora. Terminando de praticar inglês com um amigo e dei uma passadinha aqui, mas isso não vem ao caso, SUPER DEMAIS o texto professora. Já vi relatos de psicólogos super insanos de ' a criança tem de comer ', ' a criança tem de usar ', ' a criança tem de fazer '. Calma também. Não é assim, poxa! É claro que um dia ela vai ter de fazer, mas cada um tem seu tempo. Um dia ela vai querer um pouco de cada coisa: privacidade, amor, carinho, conhecimento, vaidade e, seja lá o que for, vai fazer o senhor persistente repensar sua reincidência. Ele ou ela vai andar com as próprias perninhas e ponto. Minha mãe é psico-pedagoga ( nem eu sei o que é isso, mas tá valendo ) mesmo assim ela nunca usou essas teorias mirabolantes comigo. Não que eu saiba.

    Um abraço e estímulo para continuar escrevendo
    João Pestana

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  2. Meu amor,
    O texto está sensacional, você voltou a escrever em alto nível, mesmo com a total falta de argumentos, que você já havia falado e eu pude constatar agora, a crônica está maravilhosa, cheia de nuances e firulas técnicas que só o engrandece.

    Para quem não te conhece vai ficar um pouco complicado saber quando você está sendo irônica e quando está falando sério. Mas aí é que está a genialidade do seu trabalho. Divertidíssimo e descomplicado, apesar de controverso.

    Acho que essa posição, sobre o filho vir dormir no quarto dos pais depende de diversos fatores, em primeiro lugar do filho – se ele é mais grudado ou mais desgarrado – parece óbvio, mas ele é quem define na verdade o tempo de tudo. Quando largar a fralda, a chupeta, quando ir para a escola, vide Nara, a gente apenas orienta e ajuda, mas não podemos forçar a nada, é, no mínino, cruel. Depende do número do filho – se ele é o primeiro, o segundo, ou o quinto – é claro que é muito mais fácil juntá-lo com os outros do que abandoná-lo sozinho num quarto frio num outro canto da casa.

    Se ele for o caçula, for muito bonitinho, entrar no quarto com um travesseirinho e uma garrafa d’água do Cebolinha, e o casal tiver decidido que não vai ter mais bebês, ele pode ficar no quarto dos pais até uns...

    Beijos

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  3. Em tempo:

    Que achado a última foto, hein?!

    Perfeita

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  4. Pois é... eu resisti muito em postar esse texto. Mas decidi por fazê-lo, embora, seja uma brincadeira.

    Como eu disse, aconselhar o que deve ser feito é mole. Se alguém me falasse que tem um filho que dorme no quarto eu acharia um absurdo.Mas,alguém tem o Yuki em casa? Será que se tivesse conseguiria expulsá-lo do quarto? Duvideodó.

    No mais, que todos saibam que morro de medo de dormir sozinha. Na verdade nunca dormi só e quando viajo a trabalho simplesmente não durmo.

    Certamente Rosely quer evitar que isso aconteça no futuro com outras pessoas, mas o fato é que entre o certo e a capacidade de fazê-lo há um abismo colossal.

    É isso.

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  5. Oi, Elika,

    Muito bom o seu texto.
    Só me diz uma coisa: como é que você não consegue dormir sozinha? Porque cresceu cheia de gente em casa? Tá mesmo na hora de você se desgrudar dos seus filhos...
    :)))
    Beijos, Elise.

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  6. Pois é, Elise...pois é...

    Sempre dormi com alguma irmã no quarto. Depois casei e tive filho antes de casar. Vc bem sabe. Então nunca me faltou companheiro de quarto.

    Fui perceber que tinha realmente medo de dormir só, qdo tive que ir a São Paulo e depois em outros lugares (congressos, simpósios...). Simplesmente passava a noite acordada me sentindo super insegura.

    Achei aquilo tão estranho, tão anti-natural...

    Mas eu sei que é doideira minha e que doideira pega. Estou fazendo terapia, pode deixar.

    O texto foi feito com o intuito de mostrar que mesmo eu sabendo o que é o certo, por enquanto está impossível fazê-lo.

    Haja terapia!

    :-D

    Beijos

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  7. Élika, seu texto, como sempre, está muito bom.
    Mas, na verdade, não vim aqui para comentar de seu texto, mas sim indicar um outro blog. Fui seu aluno e sei que você gosta de literatura. Por isso, entre neste blog: http://dumayisiro.wordpress.com/
    É realmente incrívil. Principalmente a área de poesias é muito bonita. Veja, você vai gostar.

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  8. ok, Anônimo

    O site é realmente muito bom. Muita informação...

    Mas da próxima vez se identifique, para eu saber a quem estou respondendo, ok?

    []s

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  9. Eu sempre leio a Rosely, todas quintas feiras no jornal. Porém, nós todos, somos tão complicados, tão diferentes que é uma tarefa inútil querer generalizar. O exemplo que você deu é bem interessante. Se os animais dormem juntos é para se proteger. Se temos os olhos que abrangem cento e oitenta graus apenas, e não como as corujas, é para que possamos nos juntar e receber e dar auxílio aos semelhantes que precisam. Mas estes conceitos são tão antiquados, velhos mesmo, que temos que aprender a nos virar sozinhos. Viver sempre insatisfeito com o que temos e não esperar nada do alheio. Esquecemos que o alheio somos nós mesmos. Gostei da dica, mas eu já a leio periodicamente e tenho seu imeiol. Portanto: estou feliz. Beijos.

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  10. Djabal e sua simpatia. Sempre um prazer tê-lo por aqui.

    Beijos

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  11. Elika...adorei e concordo plenamente com você....

    Quem disse que é da natureza dos "bichinhos" dormirem sozinhos?
    Até as oncinhas só se desgrudam quando estão preparadas para encarar o mundo.
    Eu não resisto a dois pequenos, João Pedro e Letícia, que sonolentos dizem que estão com frio ou vão se aconchegando sem pedir permissão entre dois corpos cansados de um dia exausto de trabalho.
    Tem dia que brincamos que foi a "noite da dança das camas", pois é um troca troca de camas, e eles sempre nos seguindo...buscando o nosso contato. Dá pra resistir?
    Os pais deviam pensar que eles crescerão, que o tempo é tão curto e, um dia, mais tarde, bem mais breve que se possa imaginar, eles vão dividir a cama com outro ser....e outros serzinhos e que esse carinho deve perpetuar.
    As fotos postadas estão lindas.
    parabéns
    Helena (esposa de seu primo Marcos)

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  12. Veja só que bela surpresa. Não vejo o meu primo Marcos há... há...bom, não importa. Sei que ele fez parte de minha infância e o que não nos falta é histórias para contar!

    A vida carregou Marquinhos para os cafundó da Bahia e desde muito não nos vemos. Sei que casou, teve filhos e anda bem feliz com dona Helena de Toledo, que me prestigia e me emociona por dividir a mesma opinião que eu.

    Isso aí, prima! Vamos deixar que nossos filhos nos digam quando devemos nos separar deles e não o contrário. Na medida certa, economizaremos com psicólogos lá na frente!

    Beijos e adorei a sua visita!

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  13. Elika, tenho um filha de 9 anos que não se interessa pelas aulas da escola,nem pelo material por nada. Depois de uma semana estudando junto, junto mesmo! e fazendo tarefas juntas!, conseguiu média de 27 em 30 nestas bimestrais e a professor tasca um NS ( não satisfatório) no conceito em ciências, história e religião e um regular em matemática. Me senti pessoalmente ofendida e minha filha desenganada!Perguntei porque do conceito e ela me afirmaou que minha filha não participa da atividades em grupo.Como ela fez 100% em inglês, artes e português, imagino que seu futuro é ser um escritora, bilingue e agnóstica.Já que vc tá afim de aconselhar alguém hoje, devo mudá-la de escola? procurar uma pscopedagoga? tratar o famoso TDAH?

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  14. Olha, Karla, na verdade eu não estou afim de aconselhar ninguém não. Apenas dou pitaco aonde nào sou chamada. Sào coisas diferentes. Mas já que vc pediu e eu tenho uma opinião vamos lá:

    Essas escolas tem mania de ficar rotulando as crianças com quem elas não sabem lidar de TDAH ou algo que o valha. Dar aula para alunos interessados até eu! Quero ver prender a atenção de um aluno disperso. Isso nem todos estão afim de fazer. Daí é mais fácil dizer que nossos filhos tem problemas, né?

    O negócio é a gente ficar pertinho e sentindo o nosso filho, como vc está fazendo. E se vc sentir que tem algo realmente estranho, procure um profissional.

    Bom, boa sorte aí.

    Bjs

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    1. Muitas vezes não são as escolas que criam os problemas , são os próprios pais que já chegam com o diagnóstico do TDAH e outros !Quisera que eles ficassem pertinho de seus filhotes e os curtissem ao maximo !!!Talvez assim acabaria alguns problemas,tais como :não sei como lidar como meus filhos ...

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  15. Que cabeça mais fechada a sua, vc prefere criar filhos dependentes e resolver os problemas com a lei do mínimo esforço?
    Definitivamente vc não conhece Rosely Sayão, não tem a menor ideia de seu trabalho.
    E a propósito é muito mais dificil dormir em CUritiba do q em Sampa!!!

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  16. Querido Anônimo,

    Eu conheço bem Rosely Sayão, sou uma grande admiradora dela se quer saber.

    Vc é quem não me conhece e não sabe ler as entrelinhas.

    Anyway, obrigada pelo comentário.

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  17. Erika, boa tarde.

    Fantástico seu texto. Sou Psicopedagoga, educadora há 19 anos, mas acima de tudo, sou MÃE. E esta sua história me remeteu há 10 anos atrás quando meu filho, então com 2 anos não conseguia dormir uma noite inteira sem levantar, ir me chamar ou chorar querendo ir dormir comigo....eu, levantei por inúmeras vezes, descabelada, exausta, após um dia inteiro de trabalho...encarava 12 aulas de língua portuguesa para adolescentes todos os dias, fora as centenas de avaliações que tinha de corrigir...foi então que resolvi deixar o lado "psico" para trás e em uma bela noite (exatamente meia noite e meia) eu e meu marido tiramos o guarda-roupa do nosso quarto, e colocamos no lugar dele, a cama do nosso filho e resolvemos de uma vez este dilema...resultado: noites felizes muito bem dormidas, disposição para trabalhar no dia seguinte, filho aconchegante e sentindo-se amado e um quarto de vestir chiquérrimo (já que no outro quarto estva cheio de guarda-roupas) rsrsrssr
    Beijo grande

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  18. Mônica,

    Morri de rir com esse comentário!

    O povo fala muito e psicólogo então...nem se fala!

    Tudo dará certo com meu filho e com o seu. Não é possível que dar a sensação de segurança para um filho faça mal. Qdo chegar o momento, ele sairá sozinho.

    Grande beijo

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  19. evidentemente o nível de educação e limites está assim baixo neste país por conta de mães que pessam exatamente como você. Lutar para dar limites aos filhos não é fácil. Mas, ceder a ponte de deixar que façam o que quiserem, é demais. Tenho dois filhos, sempre trabalhei fora de casa desde que eles nasceram. Nunca tive problemas como esses: comer o que quiserem, dormir como e quando quiserem... viu, você esqueceu que para educar pai e mãe devem fazer o seu papel e colocar limites? Não precisa estressar com os filhos, mas, se você deixar fazer o que querem o que será deles no futuro?
    Claro! será o que se vê atualmente... adolecentes sem rumo, crianças mimadas.....
    Não precisa ser psicóloga para entender isso... atá a mais das simples MÃES entendem sobre limites.

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  20. Nossa!

    Quanta agressão? Isso é que a "tomar a parte pelo todo"!

    Meus filhos fazem o que querem porque eu gosto de dormir perto deles??? E o país está assim por conta de mães como eu??? Nossa...

    Pelo visto além de educar seus filhos muito bem, você é mestre em julgar terceiros precipitadamente!

    Só espero que seus filhos leiam melhor do que você que foi incapaz de captar as entrelinhas do texto.

    Por isso o Brasil está assim. As pessoas não sabem nem ler e interpretar uma cronicazinha de um blog...ah sim, e por causa de mães como eu.

    Fala sério, Iveti! Acorda vc tb!!!!

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  21. Elika,
    Desculpe...vc posta sua "cronicazinha" e não quer receber críticas!! Acredito que com o texto vc está prestando um desserviço para todas as pessoas que, como vc,não conseguem lidar bem com algumas questões da vida... Ah!Não somos galinhas, macacos, passarinhos.E tudo se resume a ler as entrelinhas...

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  22. Este comentário foi removido pelo autor.

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  23. Ok. Fico feliz que existam pessoas que consigam lidar com as questões da vida melhor do que eu.

    Não consigo mesmo administrar uma série de coisas, tenho realmente minhas crises, o blog é uma válvula de escape, nao tenho problemas em receber crítica nenhuma ,mas tenho sim minhas ressalvas com quem sai julgando os outros sem conhecer direito.

    As entrelinhas continuam sem serem lidas.

    Lamentável...

    Não entendeste que nesse texto a primeira a me criticar sou eu mesma.

    Essas são as entrelinhas que, cá para nós, lendo o texto, nem entrelinhas são: a ideia está clara nas linhas mesmo. Os bichos foram citados para complementar o deboche que eu faço a mim mesma. Não entendeu, né? Percebi.

    Fui.

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  24. Apesar de entrar nessa discussão um pouco atrasado, vamos lá: por um tempo, eu e minha esposa dormimos no quarto da nossa filha de 6 anos (desde recém-nascida até +- 1 ano e meio de idade). A partir daí ela começava dormir em seu quarto e levantava durante à noite e ia para o nosso, e continuava o sono conosco. A partir do 4º de vida passou a dormir no seu quarto. A nossa filha de 3 anos, sempre dormiu na nossa cama por falta de espaço, hoje num apto maior divide o quarto com a irmã de 6, da seguinte forma: tem vez que antes de dormir ela diz "mamãe hj vou domi do seu qato" , no outro dia ela diz "mamâe hj quelo domi no meu cato". Então é assim, creio que não existem fórmulas mágicas, no entanto, entendo que para tudo existe um limite. Abraços.

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  25. OI Luiz,

    Obrigada pelo seu comentário. Como disse o Nelson lá em cima, para quem não me conhece não percebe a quantidade de ironia que há no texto. Na verdade, o texto todo foi uma brincadeira que sim, retrata um pouco a minha realidade. A questão é que pareço uma alienada no texto e isso faz parte da brincadeira.

    Qto a questão tocada, parece incrível, mas como vc mesmo mostrou são os filhos que dizem para a gente o que é melhor fazer e como vc disse tb para tudo tem um limite.

    Meu caçula tem hoje 4 anos, ainda dorme no nosso quarto e minha filha de 13 aos nunca quis dormir com a gente desde que se entendeu por gente com 1 ano e meio.

    Nao existem fórmulas mágicas! Isso, Luiz! Por que as pessoas gostam de crer nelas?!?

    Abraços

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  26. Isso, ótimo. Depois seus filhos vão ficar retardados que nem a minha cunhada, que até uns 28 anos ia para a cama da mãe com medo de monstro. Em vez de vocÊ passar segurança para o seu filho, dizendo que o quarto dele é legal e seguro, você reforça a ideia de que só é seguro ao lado da mamãe. Acorda minha filha!

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  27. Caro anônimo,

    Eu tenho 3 filhos, os dois sairam do meu quarto quando se sentiram seguros. O primeiro com 2 anos e a segunda com 2 meses. O terceiro que está com 4 anos não quer sair e eu não vou forçá-lo.

    Eu sou retardada igual a sua cunhada, tenho 38 anos e até hoje dormir sozinha é algo inconcebível na minha cabeça.

    Sei que não estou certa, por isso fiz o texto debochando o tempo todo de mim mesma, se é que vc o leu e o entendeu.

    De qualquer forma, agradeço o seu comentário e só peço para que vc releia o texto para perceber o quanto estou acordada.

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  28. Por quê forçar o pobrezinho a dormir sozinho? Por quê forçar a comer? Por quê dar a ele a mínima noção de que ele não está no centro do universo?
    Educar é contrariar, seu filho não é um ser humano até que você o eduque, até então ele é apenas um filhote de humano. Uma coisa que a Rosely diz é que a família está em declínio, as crianças estão abandonadas à própria sorte, os pais estão concentrados em consumir seus sonhos e os filhos só fazem parte do sonho quando estão sorrindo. Mas lembre do velho ditado: No pain, no gain. Filhos egocêntricos, irresponsáveis, narcisistas, transformam-se em adultos com estas mesmas maravilhosas virtudes.

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  29. Anônimo,

    concordo plenamente. E assim o tenho feito dentro dos meus limites. Espero que você, como demonstra, consiga ser feliz em todas as suas tentativas. Eu fracasso em muitas, mas admiro quem consegue.

    Grata pelo comentário.

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  30. Sinceramente, não consegui ler nada nas entrelinhas. Só consegui ver que és uma mãe extremamente possessiva, que sufoca os filhos. Ser mãe dá trabalho. É muito mais fácil carregar o colchonete para o quarto deles do que colocar um limite e dar disciplina. Não digo quando a criança está doente ou carente por alguma situação, aí tudo bem ceder.

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  31. Oi Elika,
    Me senti bastante a vontade para escrever pq dormir no quarto dos meus pais até 8 anos. Fico pensando como um filho dormindo no quarto dos pais interfere na vida do casal. Tenho duas filhas e as duas dormem em seus quartos. A mais velha quando era pequena vinha 2 ou 3 vezes para meu quarto. Eu esperava que ela dormisse e a colocava na cama dela. Não era nada confortável a minha noite. Até q a irmã nasceu e ela parou. Acho interessante conversar com a criança e tentar perceber o que a amedronta. Geralmente fico com as minhas filhas no quarto lendo história, conversando e fazendo massagens (!) até que elas relaxem, daí saio e elas dormem. Acho interessante resguardar um espaço e um tempo para mim e meu marido, se não o casal morre e ficamos só como pai e mãe.

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  32. Caro anônimo

    "mãe extremamente possessiva,que sufoca os filhos"...incrível como julga tão rápido o todo por uma parte. Interessante essa postura.

    Lamento por não ter conseguido ler as entrelinhas.

    Paciência.

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  33. Prezada Valéria,

    Grata pelo comentário. Eu não tenho só esse filho que dorme no meu quarto. Eu tenho um de 17 anos e uma de treze que nunca dormiu comigo. Também conto histórias, também coverso muito mas parece que só agora ele está começando a se sentir seguro para dormir em outro quarto. Errei muito com os outros dois forçando uma situação e um amadurecimento que hoje eu questiono até que ponto isso adiantou em alguma coisa. Quanto a tirar a liberdade do casal, concordo que as vzs atrapalha sim, mas só as vzs. Sei, como está claríssimo no texto, que estou longe de estar certa mas pergunto-me...alguém aí nesse mundo consegue 100% de rendimento?

    É isso.

    Obrigada por ter dividido a sua experiência comigo sem me agredir.

    Sucesso para nós!

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  34. definitivamente vc nao sabe educar, criar e preparar seus filhos para serem seres independentes e cidadaos. TInha q haver habilitacao, provas ou similar ,para permitir as pessoas terem filhos, senao ocorre umas aberracoes de maes de titulo e nao de atitude.

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  35. Incrível como algumas pessoas conseguem ser tão definitivas numa situação totalmente sem receita, sem precedentes e sem estatísticas como esta.

    É impossível dizer o que é certo ou errado.

    Não é um número percentual de vezes que determinado evento ocorreu que vai dar suporte científico ao que está sendo falado neste post.

    Para que esta situação seja realmente avaliada por números não basta termos experiências de outras centenas de milhares de famílias, nem se fosse a mesma família com diversos filhos, nem se fosse o mesmo pai, a mesma mãe e o mesmo filho por um número satisfatório de vezes que esta análise teria fundamento, pois o tempo passa, todo o universo muda e o ser humano muda.

    Cada filho é um filho, e o que pode ser um imenso estímulo para um pode ser totalmente frustante para outro.

    Educar um filho não é somente colocar limites, os limites são importantes, saber dizer não é excencial, mas colocar limites sem respeitar as diferenças individuais de cada ser é apenas disciplinar. Pode funcionar muito bem em adestramento de animais ou em instituições militares, não querendo aqui relacionar as duas áreas.

    Cada filho tem o seu momento, e cada momento tem que ser encarado como único, onde uma única regra se aplica para todos os casos, que é atenção, carinho e amor; e isto, com certeza, é o que não falta nesta casa.

    beijos,
    do pai do menino.

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  36. Nelson, é por pensar assim que as crianças de hoje estão cada dia mais mal educadas. É claro que cada criança é de um jeito, não sei se vc entende alguma coisa de estatística, mas existe uma coisa chamada de curva normal. Saiu muito da curva, tem alguma coisa errada meu filho. Criança que depois de certa idade não dorme bem sozinho, pode ver que tem coisa aí. E a solução não é simplesmente colocar um colchonete no quarto. Temos que investigar do porquê esta criança tem esse tipo de insegurança. Mas pelo visto a moda agora é que não se pode dar limite, não se pode contrariar a criança, etc... Dá no que dá....

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  37. Meodeos, Anônimo!

    Caramba!!! Nao é possível! Dá para ler o texto de novo? Nao percebe que clara e distintamente eu estou a debochar de mim mesma no texto todo??? Que eu sou a primeira a ver a minha fraqueza e considerar esse "erro" a ponto de fazer um texto que me auto-sacaneie?

    "Eu, até eu!, que só fui dormir sozinha pela primeira vez quando fui a São Paulo há dois anos atrás (na verdade eu não consegui dormir, mas isso não vem ao caso), sei que todos os bichos do Universo dormem juntos. As galinhas, os macacos, os peixinhos e os passarinhos. Quando um se separa é porque acha que se garante e até onde eu saiba não é o caso nem do leão e nem do gavião! "

    Não percebe que assim como o mundo inteiro eu tenho as minhas fraquezas, meus traumas, meus limites e sofro com eles??? Será que o Anônimo que me escreve não erra nem um cadinho na educação dos filhos? É 100% perfeito?

    Será que o fato d´eu ter essa limitação significa que o mundo está assim por existirem pessoas como eu? Será que meus filhos vao ser uns imbecis por isso? Será que não há um julgamento para lá de precipitado???

    Acho interessante essa facilidade com que as pessoas atiram pedras nas outras por tomar a parte pelo todo.

    Aì sim, concordo com vc, dá no que dá.

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  38. Pois é vizinha, esse é o grande problema das palavras: cada um entende da forma que convém e não como deve ser entendida.

    Super apoio a liberdade de expressão, mas condeno quando é feita de forma agressiva. Perde o sentido de debate e passa a ser teste de DNA do programa do Ratinho, mas enfim...

    Pelo menos vc tem consciência de suas falhas e acredito que busque a melhor maneira de lidar com elas.

    Mas confesso que quando o seu pequenino me acorda as 6:30 da manhã com um super espetáculo de manha depois que vc sai(que sempre acho que se trata de um ritual de exorcismo rs)me pergunto "Onde está a mãe dessa criança que deixa isso acontecer?" E nem por isso me acho no direito de te condenar e pensar que quando chegar minha vez será diferente...

    Érika

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  39. Primeiramente, creio quem muitas pessoas viram um grande problema em uma questão que grande parte dos pais deparam-se.
    Quando eu era pequenina, sinceramente, não me recordo do "trauma" de ter que sair do quarto dos meus pais. O negócio era que eu tinha que dormir ao lado do ursinho puff. Isso era o mais importante! O resto era detalhe, rs.
    Lembro-me muito bem que um "grande problema" para mim, foi largar a "deliciosa"" chupeta. Nossa.... chupei até os 8 anos!rs Meus pais conversavam, falavam....mas NUNCA a tiraram à força (o que acho mais prudente e correto de se fazer). Na verdade, eles tinham até tentado, mas eu não conseguia dormir sem meus dois grandes companheiros (o puff e a chupeta). rs

    Um belo dia, quando me entendi já por mocinha (8 anos), depois de algumas conversas com meus pais, eu decidi por conta própria largar o bendito "vício". Se eu a guardasse em casa, obviamente, levantaria e iria buscá-la. Logo, a solução foi lançá-la de forma súbita e "impensada" pela janela. Primeiramente, porque não a teria mais por perto, segundo para não buscar o "vício" novamente. Detalhe: eu morava atrás de uma creche... No meu imaginário infantil, a "bendita" chupeta tinha que ficar em um lugar seguro. Onde foi que eu a joguei? rs

    O "problemão" todo foi eu ter que usar aparelho ortodôntico. Problemão?!

    Por fim, não tenho filhos. Mas fato é que não há fórmula mágica ou uma receita para a criação de nossos filhos. Assim, como não para a vida. Vivemos em um mundo que muda constantemente. Creio que a base de TUDO é o diálogo. Coisa que meus pais, na época, utilizaram comigo.

    Pré-julgamentos?! Sinceramente, não sei.
    Afinal, nada mais apropriado do que este lugar comum: "quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra no do vizinho".

    P.S: Não devemos apenas aprender a ler e sim a entender. Que problema há em entender esse texto? "Miodeus" hauauhauha

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  40. Helaine Ferreira1 de abril de 2011 15:45

    aaaaaaaaaaahahahahah!
    Nem minha mãe faz isso!

    Acho que até eu posso ser psicóloga!
    mandou super bem!

    da prox vez, manda um email xingando!

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  41. Eh, Ekinha...
    Quando você publica você tem q ter saber q vai receber críticas boas e ruins. E tem que entender também que nem todo mundo tem a inteligência para entender a sutileza da ironia, presente em todo o corpo do texto.
    Paciência. Tem gente que leva tudo ao pé da letra.
    Meu conselho: continue escrevendo do seu jeito, não mude uma vírgula, porque aqueles que realmente te entendem te apreciam, e nós somos a maioria.
    E não fica batendo boca com esse povo que nem coragem tem de se identificar.
    Beijo grande!

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  42. É melhor vc procurar um terapeuta, é muito sério uma mulher não dar conta nem de dormir sozinha... daí é claro que seus filhos demoraram para sair do seu quarto, sua insegurança não permitiu.... deixe a Rosely e a Inês de lado, ela são demais pra vc! Ah! coitada!

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  43. Ah sim, Anônimo. Já estou fazendo terapia. Aliás, todos nós deveríamos fazer, não? Mas, Anônimo, um detalhe: eu tenho 3 filhos e só com esse que tenho problemas que desde a data que eu escrevi o texto até os dias de hoje estão praticamente resolvidos.

    Fico muito feliz com a sua presença no meu blog! Você é uma pessoa, com certeza, muito acima de mim.

    Obrigada pelo comentário e volte sempre!

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  44. Oi, Elika.

    Nem sei como acabei chegando no seu blog, mas fiquei feliz com o que li. Faz um mês que estive em uma palestra da Rosely Sayão aqui no Rio. Ela levantou alguns pontos interessantes sobre a nossa vida corrida e educação dos filhos, responsabilidades de pais e escola, etc. Senti falta de uma conclusão, um desfecho para o tema, mesmo que fosse apenas sob a ótica dela à respeito do assunto. Atribuí esse "não desfecho" ao pouco tempo da palestra e às muitas perguntas (nem sempre ligadas ao tema) feitas pelos pais presentes.

    Mas uma conclusão eu tirei disso: essas pessoas parecem ter uma fórmula para a solução dos problemas. Eu acho que existem boas práticas sim, mas nunca uma receita básica. Até porque se eu aplicasse uma fórmula para meu filho, estaria colocando-o num "saco" de números e pesquisas. Os números são importantes para balizar, mas onde entra o SER para medir e adequar? Eu o conheço do fundo da minha alma e sinto, sofro com ele. Imagina se não soubesse entender suas particularidades! Ele não é um número na minha vida...

    Parabéns pela coragem, disposição, tempo e alegria em escrever e ser MÃE.

    Abs,
    Karla

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  45. Karla!!!!

    Foi com muita alegria que recebi o seu comentário! Eu coloquei esse texto e muitos não me entendem por mais que eu explique. Só quem está no olho do furacão capta o espírito da coisa.

    Obrigada pela força! Estamos juntas nessa empreitada!

    Abs

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  46. Eu só sei que ser mãe é bem diferente de ser psicólogo - acredito na individualidade das pessoas e no bom senso das mães (nem todas possuem , mas a maioria)- fico preocupada quando ouço comentários de psicólogos que só experimentaram a maternidade numa bancada de laboratório - fico mais com meu bom senso e perspicácia.

    Luciana Kullmann
    São Paulo (mãe de 2 filhos)

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  47. Luciana,

    Obrigada pelo comentário. A questão é que "falar o que devemos fazer" de fora é muito fácil porque ninguém está no nosso referencial.

    Que bom que você me entendeu. Estamos juntas!

    Tudibão procê! :-)

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  48. Lendo os comentários e pensando...
    Cada um sabe onde aperta seu sapato e teorias não são nada além de teorias... Na prática a gente esquece rapidinho das teorias.
    Uma mulher com medo de dormir sozinha é até engraçado... mas atire a primeira pedra quem não tem seus medos, não é?
    Não gosto de filho dormindo comigo (não direto). Mas tem dias que deixo rolar.
    Mais importante do que qualquer coisa é a maneira que as coisas são feitas e o respeito e amor que norteiam as nossas atitudes.

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  49. Dayse,

    Acho que vc "matou a pau" essa história toda:

    " Mais importante do que qualquer coisa é a maneira que as coisas são feitas e o respeito e amor que norteiam as nossas atitudes. "

    Isso aí. E qto a mim...saiba que houve uma evolução. Pouca coisa mas estou cuidando do resto.

    :-)

    Obrigada por ter vindo aqui.

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  50. Elisa, demorei para achar seu nome no blog. Você devia assinar logo abaixo de cada artigo. Só encontrei seu texto hoje, por acaso, porque procurava um texot da Rosely Sayão indicado por uma amiga. Desisti logo dele após encontrar o seu. Sou professora e também mãe de três filhos com idades bem diferentes. Sempre digo que educamos os filhos dos outros com muita competência, mas sambamos direitinho quando são os nossos. Odeio sites de autoajuda, com conselhos óbvios que não ajudam nada mesmo no nosso cotidiano. Adorei a parte do dormir. Meu marido sempre brinca que vai chamar a Super Nanny para essa hora,mas eu os olho com o amor e a melancolia de uma mãe que sabem que eles crescerão e não será mais minha companhia que eles qurerão ao lado. Nessa hora, puxo o colchão, seguro a mão de cada um e todos dormimos protegidos.
    Obrigada pelo texto e, se me permitir, gostaria de passar adiante para meus contatos.
    Bom fim de semana. Aguardo retorno no emial: arruda.carla@gmail.com
    Um forte abraço de uma mãe sonhadora
    Carla C. Arruda

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  51. Carla,

    Bom saber que tem gente que me entende nesse mundo. O texto foi uma brincadeira cheia de verdades. Sei que sou fraca, mas não cosigo ser diferente.

    =)

    Bom saber que não estou só deste lado.

    Obrigada pelo comentário

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  52. Olá,
    o que ela diz é porque ela estudou muito, dê uma olhada em sites científicos de estudos sobre este tema, talvez mude sua visão.
    A sua raiva e sua manifestação com insultos te tiram a razão. Você poderia falar sobre o que você pensa sem ser agressiva.
    Cibele

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  53. Cibele...Cibele...

    Nesse texto que eu mesma escrevi ninguém foi mis insultada por mim do que eu mesma.

    Leia de novo, querida, e verá o quão irônica eu fui. Debochei de minha fraqueza o texto inteiro.

    Você tb poderia falar o que pensa sem ser agressiva. Viu como é difícil?

    De qualquer forma, agradeço o comentário.

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  54. Olá, sou de Sorocaba e esse ano essa tal de Rosely revolucionou a escola que meus filhos estudavam ! Não concordei com esse jeito frio de educar e principalmente com a arrogancia que ela passava ! Infelizmente tive que tira-los de uma das melhores escolas da cidade, que foi onde eu estudei e fui muito feliz do jeito que era ! Ela pode entender tudo de teorias e pesquisas, mas definitivamente não entende de afeto, apego, carinho, amor.. o que, pra mim, é essencial na criação de todo ser HUMANO.
    Att,
    Claudia.

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  55. Olá, Claudia.

    Chato essa sua esperiência com a Rosely. Mas o importante é isso mesmo que vc falou, o apego, o carinho, o respeito...

    O meu último texto "politicamente corretox polidamente incorreto", discute um pouco isso.

    Fica o convite.

    Obrigada pelo comentário.

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  56. Você disse que ela deveria ser parecida com uma bruxa, não acho necessário este comentário. Você pode colocar sua opinião, só que a da Rosely é baseada em estudos. Você não imagina o mal que pode causar um filho dormir com os pais... eu tenho certeza que você ama seus filhos e quer o melhor para eles....
    Os filhos tendem a independência, precisamos nos perguntar sobre nossas inseguranças como mãe, ou outras questões...
    Quando o filho fala que está com medo e você diz que ele pode dormir com você, não está legitimando, como se houvesse realmente algo para se preocupar?
    A dependência é mais confortável para a mãe e não para o filho.
    Nossos filhos precisam se sentir completamente capazes de superar os desafios do dia a dia.
    Por exemplo, quando uma criança vai pra escola pela primeira vez e nem olha pra trás, quem chora é a mãe... porque gostaria de se sentir importante...
    Minha monografia é sobre codependência, não neste contexto, mas no uso de drogas e sempre há alguém na relação que cumpre o papel de ser o que cuida do incapaz... é claro que este exemplo é uma extrapolação do caso que você apresentou, mas as crianças precisam de alguém que cria auto-estima, não que valide suas inseguranças...

    Claudia,
    converse com a Rosely pessoalmente um dia e talvez você mude de idéia.
    Eu conheço pessoalmente o trabalho feito por ela no Objetivo e todas as mudanças foram pra que as crianças sejam indivíduos suficientes, independentes, com auto-estima, sem deixar de lado carinho e afeto.
    Espero continuar este debate, porque discutir um assunto é sempre positivo.
    Cibele

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  57. Cleide diz, oi gente tô entrando de sola na conversa..

    As crianças na sua maioria vão para o quarto dos pais, mais um belo dia pela própria maturidade elas se mudam para seu próprio quarto, aconteceu comigo, meu filho mais velho sempre ia para o nosso quarto no meio da noite, anos a fio, até que um belo dia deixou espontaneamente de ir dormir conosco, aí me dei conta " meu garotinho tinha crescido já com 12 anos 8( um lindo adolescente desabrochou e passou a dormir sozinho).

    Agora tenho um caçula de 11 anos, próximo a desabrochar, enfim gente
    o tempo resolve tudo...

    beijos a todos...

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  58. Cibele, o fato d´eu dizer que ela é parecida com uma bruxa é extremamente proposital para mostrar que tudo não passa de uma brincadeira e para expor a MINHA infantilidade diante de toda essa situação.

    Se eu não soubesse que faço algo errado o texto não seria escrito. O texto, mais uma vez, Cibele, é um deboche A MIM mesma. Eu sei que dormir no quarto dos pais não é saudável, mas por problemas meus (claros no texto) não tenho forças ainda para agir diferente.

    É isso.

    E o que muitos se identificaram com o texto é que os psicólogos, pedagogos e educadores falam como se houvesse somente aquela maneira de fazer e se não fizermos assim estaremos fadados ao fracasso. E não é bem assim. A gente sabe que a dinâmica da vida não tem fórmulas.

    Agradeço sua presença aqui.

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  59. É Cleide,

    Eu hoje estou chegando a essa conclusão. Todo mundo tem seu tempo. Meu filho mais velho (agora com 18) com 12 anos queria andar de ônibus sozinho, minha filha hoje de 13 anos nem sonha,morre de medo de andar sem um adulto por perto mas desde que nasceu dorme no quarto dela. O caçula de 4 anos que insiste em ficar junto no nosso quarto parou de usar fralda antes de 1 aninho...

    Não há fórmulas e esse negócio que os psicólogos fazem, de ficar dizendo que TEM que ser assim senão a desgraça instaurar-se-á (com mesóclise e tudo)no nosso lar é que é a questão aqui.

    A ditadura do conhecimento adquirido somente nos livros.

    O debate segue!

    Obrigada pelo comentário.

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  60. Oi , ontem numa mesa de cafe , 5 professores discutiam a postura desta psicologa na radio Band
    infelizmente é um desperdicio de talento . Gostaria de saber se esta pessoa ïncrivel"
    ja teve o prazer de ministrar aulas para 20 cr. de 6 anos de idade , vindas de diferentes familias , com varios problemas , e tentou alfabetiza-las...sem apoio familiar e sem recursos pedagogicos , já que ela disse em seu programa a alguns dias que nao faz diferença alguma serem 15 ou 40 alunos em sala... de que planeta saiu esta mulher ????? é pra chorar com estes comentarios .... fala de uma coisa que nem sabe por onde passa !!!!

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  61. Que pena que você perdeu seu precioso tempo escrevendo esse texto. Logo se percebe da sua ignorância e arrogância sobre a ciência da mente e do comportamento, que existe desde o século XIX. Talvez, se o usasse para se informar um pouco mais, usaria sua habilidade em prol da sociedade.

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  62. Oi Anônimo.

    Ah...não fique preocupado com meu tempo não. Eu me diverti a beça escrevendo isso, tá?

    Obrigada por ter me instruído sobre a época exata de como surgiu a "ciência da mente". Não sabia que ela existe "desde o século XIX"! Você me parece bem culto e entendido sobre o assunto. Que bom!

    Um blog que se intitula "Minha Vida é um Blog Aberto" não parece muito mesmo preocupado com a sociedade, né? Você acertou nessa também! Legal! Nesse espaço eu só trabalho o meu umbigo.

    Obrigada pelo comentário!

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  63. Até que enfim consegui encontrar alguém que não concorda com o monte de asneiras que a Rosely Sayão Fala. Ela deveria ser professora de Ensino Médio por 1 dia antes de falar essas bobagens sem fim. Ela deveria dar apenas 1 exemplo pessoal como professora em uma sala de alunos cheia. O que um teórico fala é bonito no papel, mas a realidade é outra. Essa teórica Rosely Sayão não sabe o que fala! Não entendo como a Band permite que seus ouvintes fiquem irados com tamanha baboseira. ACORDA BAND!

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  64. Aplausos! Esse entrou para as falsidades mostradas no GG (nosso blog Garantindo Gerações - Um guia para Garantir as futuras Gerações).

    Se quiser nos conhecer, ou não gostar da divulgação em nosso blog, por favor seja sempre bem-vinda!

    Um abraço

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  65. Até que enfim achei, por acaso, alguém que concordasse comigo.
    Que conselhos chatos,formatados, sempre me perguntei se esta senhora, a Rosely teve filhos...que chatisse, parece receita de bolo...pronta a ser aplicada por todos com os mesmos resultados, não importando o contexto..
    Alíás a Ines de Castro,também é muito formal e cheia de conselhos chatos, como tudo que é políticamente correto.Vou acompanhar o seu blog, muito interessante.

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  66. Até que enfim achei, por acaso, alguém que concordasse comigo.
    Que conselhos chatos,formatados, sempre me perguntei se esta senhora, a Rosely teve filhos...que chatisse, parece receita de bolo...pronta a ser aplicada por todos com os mesmos resultados, não importando o contexto..
    Alíás a Ines de Castro,também é muito formal e cheia de conselhos chatos, como tudo que é políticamente correto.Vou acompanhar o seu blog, muito interessante.

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    1. Oi, Silvinha

      Falaste bem. Essa onda o "politicamente correto" já deu os seus frutos sem sal e sem açúcar. Tá bom disso, o saco já encheu, né?

      Obrigada pelo seu comentário.

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  67. Curti muito seu texto. Se eu puder acrescentar, eu diria para a Sayão que cada criança é diferente da outra. E que esse menininho de 4 anos talvez precise deste aconchego, justamente para construir de forma eficaz sua autoconfiança. Aliás, consultas por telefone, sem conhecer as pessoas, é algo muito perigoso. Deveria ser feito com mais cuidado.
    Obrigada por expressar sua opinião e experiência como mãe. Não só os bichinhos ficam unidos, mas muitas culturas humanas também. A própria Rosely se contradiz quando critica os pais por "abandonarem" seus filhso.

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    1. Thais,

      Obrigada pelo seu comentário e pela sua simpatia.

      =)

      Beijo procê!

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