terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meu Momento Marilyn Monroe

Plaza San Matin, Buenos Aires

O charme é o mesmo. Só muda mesmo a cor dos cabelos.
:-D

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Nara



Nara participou de um evento promovido pela Folha Dirigida pelo fato de sua redação ter sido uma das melhores esse ano. Cada escola manda 3 redações e a da Nara entrou! Todas as redações foram editadas no livro Projeto Redação 2009 do qual participam escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro. A homenagem a todos os participantes foi feita no Jockey Club no centro da cidade.

A brincadeira era falar sobre a Lua. Todos falaram muito bem dela mas a Nara mandou essa:

Eu não sou nenhum poeta,
nem repentista de rua
Como é que quer que eu faça
Uma poesia da Lua?

A Lua não me fascina,
Nem luz própria ela tem.
É fria, branquela, redonda e
Exibida também.

Vive mudando de fase
Do efeito sanfona padece
É mulher de duas caras
Mas só uma aparece.

Vive rodeando a Terra
De tão chata que ela é.
Enche a cara, joga charme
E sobre a nossa maré!

Ai...quanto orgulho!!!!!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pre$ente*

*Este texto foi reescrito. Já o havia postado no globoonliners. Estamos nos aproximando do Natal. Muito embora a televisão não me tenha como expectadora percebo, por outros meios, que há sempre uma forte associação com a data, teoricamente ligada ao calendário religioso, e o comércio. As primeiras páginas na Internet e nos jornais nos bombardeiam de anúncios que se metem na frente das notícias nos obrigando praticamente a comprar qualquer coisa. Também há os shoppings lotados de pessoas penduradas de bolsas que, para quem as carrega, parece mostrar uma certa proporcionalidade do volume transportado com a alegria que sentirão na noite de Natal.

Todo esse desconforto que sinto passaria em silêncio, como já passou vários anos, mas o diferencial que não mais me deixou ficar calada foi o fato de minha filha de 11 anos vir me pedir um presente. Ainda por cima, pediu algo bem caro, pois, como ela mesmo disse, não era um presente qualquer, era um presente de Natal! Ela quer um PSP. Na hora eu pensei que fosse algum partido político e não entendi nada, mas depois descobri que é um videogame portátil de mil reais mais ou menos. Eu poderia até dar o que Nara havia me pedido, mas não mais como presente, pois este não se pede. Foi exatamente isso o que eu lhe disse e ela, obviamente, não entendeu. Então, contei-lhe uma história.

Há pouco tempo atrás eu vi vendendo em uma padaria umas bananadas pretinhas e grossas. Comprei uma e, antes mesmo de sair do estabelecimento, abri e comi. Ao descer pela garganta, aquele doce trouxe, além de calorias para dentro de mim, uma lembrança com a mesma quantidade de açúcar que continha. Fez com que meus olhos brilhassem com mais intensidade por causa das lágrimas que foram produzidas muito timidamente. Quem, ou melhor, por que um adulto choraria numa padaria ao morder uma bananada? Contive-me um pouco e acabei fazendo pior do que chorar. Ri com os dentes ainda pretos para quem me vendeu o doce e pedi todas as outras bananadas que estavam no balcão.

Cheguei em casa, coloquei toda aquela deliciosa aquisição numa caixa de sapato e embrulhei com um papel de presente bem bonito. Abusei do durex e das fitas vermelhas em volta. Tudo propositalmente, pois, como já deu para perceber, iria presentear alguém. A abertura de um presente é um momento solene e eu queria que esse momento durasse um pouco mais do que o normal... exatamente para eu ter mais tempo de observar o rosto assustado para quem ele seria destinado.

Manuela, que morava na casa ao lado da casa de meus pais, a madrinha de todas as minhas bonecas, foi minha melhor amiga na infância. Tínhamos a mesma idade, íamos juntas para a escola cantando as músicas do Balão Mágico, voltávamos juntas, fazíamos deveres de casa separadas porque mamãe dizia que aprender era um ato solitário, mas depois era só pular o muro e pronto! Juntas de novo! Fizemos, agora veja, o catecismo e a primeira comunhão juntas! Contamos tudo uma para a outra, até o que dissemos e não dissemos para o padre na hora da nossa primeira confissão. Manuela que falou mais do que devia teve a primeira penitência muito maior do que a minha. Quando eu estava no "amém" terminando a minha dúzia de pais-nossos, Manuela se ajoelhou ao meu lado com aquele número assustador: 30 pais-nossos e 20 ave-marias. Você contou aquele sonho com o seu pai? Ai, Manu, como tu é burra! Deixa que eu rezo as ave-marias pra você. Dentre tantas coisas prazerosas que a infância nos proporcionou uma delas era a nossa ida semanal a um botequim perto de casa que vendia umas bananadas que era o manjar dos deuses. Comprávamos o doce preto embrulhado no plástico e corríamos para nossa cabana para comer bem devagar. Nem sei quantas vezes fizemos isso juntas.

A infância havia passado e a adolescência também. Manuela estava morando sozinha num apartamento por aqui perto. Bati na porta e ela se surpreendeu ao me ver e ficou mais ainda assustada quando, sem falar nada, estiquei os meus braços passando-lhe o presente. A ingenuidade havia passado com os anos. A desconfiança, marca dos sobreviventes, ganhava espaço no olhar. Sorri. Abra, sua boba! Ainda na porta, cada uma de um lado que marcava o limite daquele lar solitário, Manuela começou abrir a caixa de sapatos. Parou um momento com medo de continuar. Estava na cara que era uma brincadeira e ela não estava segura de que iria se divertir com aquilo. Abra, Manu!Olha, se você não gostar me devolva, ok? Manuela demorou a acreditar quando viu o conteúdo. Ficou olhando para dentro da caixa um tempão e seus olhos azuis estavam completamente lubrificados de emoção. Elika, foi o melhor presente que ganhei na minha vida!

Aquelas bananadas, que não me custaram cinco reais, mostraram como Manuela esteve presente dentro de mim. E deve ser por isso que presente se chama presente. Para mostrar que não esquecemos da pessoa. Ele é uma comunicação simbólica na qual estão expressos nossos sentimentos mais pessoais. O valor não está ligado a um número que vem precedido de um cifrão.

Tá bom, mãe, entendi. Mas, por favor, não espere que eu fique feliz com bananadas no Natal.

Um a zero para a televisão.



domingo, 6 de dezembro de 2009

A imaginação é mais importante que o conhecimento*

* Albert Einstein


Eu tenho uma teoria. Na verdade duas, mas uma delas faz uma previsão de como os chineses vão dominar o mundo e hoje eu não quero falar sobre isso. Então, esqueçamos esta última, por ora, e nos apeguemos somente à primeira.

Não se pode dizer que a teoria em questão se enquadra nos padrões exigidos hoje no mundo acadêmico e, portanto, não possui o status científico. Mas isso não a diminui. Ela é uma teoria super séria que se baseia em observações realizadas por mim desde os idos de 1991. Se hoje não a publico em revistas de divulgação da ciência é pelo fato dela envolver um mistério indecifrável e todos sabemos muito bem que os cientistas são altamente preconceituosos com esse tipo de coisa.

A minha teoria explica as muitas sensações estranhas que temos tido ultimamente. Quem nunca percebeu que uma pessoa de setenta anos hoje aparenta ser muito mais jovem do que uma de setenta anos vinte anos atrás? Quem também nunca reclamou ou ouviu alguém reclamar que as vinte e quatro horas do dia não tem sido suficientes? Baseada nessas e em muitas outras observações, a minha teoria afirma com total segurança que:

O “tempo” gasto pelos planetas para dar uma volta completa em torno do Sol e em torno de si mesmos vem diminuindo.

A forma como o período de rotação e translação dos planetas vem se tornando menor, é impossível de ser conhecida e logo adiante explicarei o por quê. Mas é certo que algo nos é subtraído a cada ano e não é o tempo tal como ele o é entendido no senso comum, a dizer, aquele marcado nos relógios. Por isso o escrevi, acima, entre aspas. Digo isso porque os minutos continuam tendo os mesmos sessenta segundos desde que o sistema sexagesimal foi inventado. Porém, raciocinem comigo, o segundo, unidade de tempo mínima nos relógios analógicos, foi inicialmente definido como fração 1/86400 do dia solar médio. Se o dia solar médio, como versa a minha teoria, diminui, o segundo, aquilo que marca o ponteiro mais fino dos relógios, diminui consequentemente, exatamente da mesma forma que a medida da polegada (uma unidade de medida que era realizada com o polegar do Rei vigente na época) diminuiria para um Rei anão! Quando vamos medir o período de um planeta usamos um relógio que, neste caso, está intimamente e misteriosamente ligado ao próprio período que desejamos medir! Torna-se impossível, desta forma, a demonstração da minha teoria. Você deve apenas aceitá-la como verdade.

Seguindo esse meu raciocínio super elaborado, os nossos dias realmente são menores do que os dias de quando éramos crianças embora, continue tendo as mesmas vinte e quatro horas marcadas nos relógios (que se aceleram junto com todo o movimento planetário). Todos esses “idosos” serelepes caminhando, indo à academia e correndo nas praias não tem nada a ver com avanço de medicina porque a longevidade das pessoas não está aumentando, assim como de bicho nenhum na face da Terra! Estamos sim, dando mais voltas em torno do Sol, mas, insisto: durando o mesmo tempo que durávamos há mil ou cem mil anos atrás! Continuamos a envelhecer na mesma velocidade que nossos mais antigos ancestrais, mas mantivemos a tradição de contar como um ano de vida cada vez que o planeta volta a ocupar a mesma posição que estava em relação ao Sol no dia em que nascemos! A nossa indignação ao ver o final de ano se aproximando desenfreadamente só comprova a veracidade de tudo que foi explanado aqui hoje com tanta austeridade.

Após a aceitação dessa teoria super séria, a culpa que sentimos pelo fato de não se conseguir cumprir os prazos e fazer tudo o que está na agenda chega ao fim. Caberá agora reformular o nosso calendário de forma que se adapte às novas velocidades dos astros fazendo com que, por exemplo, o intervalo entre dois reveillons seja de no mínimo dois verões. Caso o contrário, chegará o dia em que nem mais dará tempo de desmontar as nossas árvores de Natal.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Meus Deleites

Ver velhinhas arrumadas andando na rua, passarinho colorido quando pousa perto da gente, beber água gelada depois de escovar os dentes, fazer molho de pimenta, tirar os sapatos, dar livros de presente, tomar banho quente, dobrar a língua junto com a Nara, acertar bola de papel no lixo, dormir cansada, aroma de madeira, a casa de meus pais, ver papai tirando fotos de flor, batucada bem batida, comidas típicas sejam lá da onde for, bolo de combole, ver gaveta de casa arrumada, celular novo, achar nota de cinquenta reais no bolso da calça, ar condicionado, milho cozido, álbum de fotos, fotos que a gente fica mais bonito que já é, livros antigos, ver as pessoas tentando falar papibaquígrafo, ligar para minha mãe dizendo que cheguei, ligar para minha mãe dizendo que saí, ligar para minha mãe, cheiro de neném, ver que meu colesterol está baixo, apanhar qualquer coisa que me lançaram de longe, apertar o play do DVD, demonstrar leis da física, perceber que Angeline Jolie fica feia em determinados ângulos, dar uma aula legal, ver um esquilo parado, rever Noviça Rebelde com as crianças, acompanhar o crescimento da árvore que eu plantei, receber comentários no meu Blog, ver o Cristo Redentor de dentro do avião, cheiro de cocô de vaca, fotos antigas, ouvir música da época em que era adolescente, abraçar os amigos, gente engraçada, conhecer gente que aparece na televisão, os livros do Ziraldo, ouvir tia Elika? quando atendo o telefone, assistir filme que ganhou Oscar, falar a verdade, contar uma mentira, sotaque nordestino, fantasiar a família toda no carnaval, férias com meus sobrinhos, festa junina, ficar de pijama o domingo inteiro, ler na cama, dizer nasceu!, ver filme deitada, receber um email de um amigo distante com saudades, planejar viagem para Buenos Aires, ouvir gargalhada de filho, pintar quadro bonito, décimo terceiro, comer mentos depois de morder um chocolate, morder chocolate, massagem no pé, comer frango assado com a mão, ensinar como se come peixe cru com pauzinhos, tocar pandeiro, desenformar pudim, cantar em italiano, Sapucaí, levantar da cama e deitar no sofá, gelo com coca-cola, ver filho tirando nota dez, comer pão que acabou de sair do forno, comer pão esquentado na chapa, comer pão, ouvir o dentista falando que não tenho cárie, cheiro de dama da noite, ver o relógio marcando oito horas quando acordo, voltar a dormir, sonhar que estou voando, o sorriso do Brad Pitt, sorriso de negão muito simpático com dentes brancos, ver salto acrobático que pode causar a morte do atleta, velhinho lúcido, tango bem dançado, roer osso depois de ter comido a carne, o olhar do gato de botas do Shrek, descobrir que não vai chover no site climatempo, jabuticaba colhida do pé, trazer para casa queijo de Minas comprado em Minas, ficar chupando a água salgada do sabugo de milho, passear de bote inflável e levantar o remo com as duas mãos e gritar urrú, receber mensagens dos amigos no celular, lembrar episódios da infância, baleia, varanda de fazenda, cavalgar em cavalo bonito, ler a sessão entreouvidos do jornal de Domingo, girar um compasso e ver o círculo perfeito, fazer um círculo quase perfeito sem um compasso, ser apresentado a um monumento famoso, ver filho arrumadinho pra sair, conseguir pegar siri na praia com a mão e mostrar para as crianças como se faz, bisbilhotar a biblioteca dos amigos, fazer as pazes, pé-de-moleque de Piranguinho, ver um rato cruzando o asfalto, falar que dinheiro não traz felicidade, pintar ovos quando chegam do supermercado, descobrir que a boazuda da época de escola engordou muito, Homem de Ferro, Homem-Aranha, barulho de cachoeira, casa dos amigos, estourar bolinhas do plástico-bolha, atualizar o Curriculum Lattes, a voz do Renato Russo, dançar igual chacrete, mostrar para as pessoas que consigo me levantar sem colocar as mãos no chão, descer num toboágua gritando alto, escrever uma crônica, entender um filósofo, fingir que entendi alguma coisa, cheirar debaixo do braço e ver que não tem cecê, coçar ouvido com o dedo mindinho, empurrar pessoas na piscina, cheiro de café, de pipoca-doce e do Nelson; ver mamãe eletrocutando moscas com uma raquete, aplaudir involuntariamente, ver a parte detrás da Candelária, doces árabes, vestir roupa nova, vestir roupa de dez anos atrás e ver que serve direitinho, não vestir roupa nenhuma, ser madrinha de casamento, ser madrinha de filho dos amigos, levar alunos ao museu de astronomia, ficar pensando para terminar essa lista e toda hora me lembrar de mais alguma coisa.



domingo, 22 de novembro de 2009

Viver é Desenhar Sem Borracha*

* Millôr Fernandes
Eu acreditava que a vida era assim: existia o certo e existia o errado e ponto final. Tudo bem que o certo e/ou o errado é relativo. Mas, a partir do momento em que alguém se encontra num referencial fixo, essa relatividade naturalmente se esvaece. Ou é correto ou não, visto dali dos olhos de quem está vendo. E com o preto e o branco devidamente definidos, estamos prontos para escolhermos os nossos amigos, os nossos pares, para julgar terceiros e para educar os nossos filhos. Simples assim.

Ledo engano. Esta semana que passou acabou com essa ilusória simplicidade das duas cores.

Cena 1: Conversa entre mim e meu filho adolescente na sexta a tarde.

Abre parêntese

Hideo tem dezesseis anos, repetiu o oitavo e o nono anos. Era para o ano que vem prestar vestibular. Mas não. Hideo ano que vem começará o ensino médio. Futuro? Futuro para o Hideo é o que ele vai fazer nesta noite ou, no máximo, no próximo final de semana. Ah, já ia me esquecendo: Hideo é o menino mais popular da escola.

Fecha parêntese

- Mãe, vou sair hoje. Vou à casa do Biel com o Coutinho.
- Como sair? Você nem pegou num livro! Semana que vem é semana de provas!
- Mas eu não vou estudar hoje a noite. Qual o problema?
- O problema? O problema é que a sua vida é um circo! Só que eu, Hideo, não sou palhaça!
- Mas quem te chamou de palhaça, mãe?
- Se eu deixar você sair hoje eu vou me sentir uma.
- Mãe, você está falando estranho. Está estressada. Vem aqui me dá um abraço e dança comigo.
- Tá vendo? É assim que você encara a vida. Tudo na brincadeira. Você debocha de mim, Hideo. Pois hoje, Hideo, hoje (!!!) você vai ficar em casa refletindo sobre o seu futuro e sobre o seu comportamento.

Hideo me pegou para dançar. E eu fiquei tentando me desvencilhar.

- Mãe, para com isso. Por que você não aceita o fato que eu não gosto de estudar?
- Porque você precisa estudar para passar para uma boa faculdade e trabalhar e ganhar dinheiro e tudo o mais que estou careca de dizer.
- Mas, mãe, sinceramente. Você acha mesmo que eu saindo hoje a noite vou comprometer tanto assim o meu futuro? Você acha que eu não vou dar um jeito na minha vida quando chegar a hora? Por que você não consegue se orgulhar com o fato de seu filho ser conhecido pela simpatia que emana, pelo poder de agregar os amigos, de organizar encontros...pelas namoradas que tem e que muitos não conseguem ter? Você já percebeu como você fala comigo sempre? Só brigando! Não consigo fazer você ficar orgulhosa de mim. Será que se eu fosse um desses seus alunos nerds e vivesse em casa estudando, você dançaria comigo?
- ...
- Posso sair?
- Não volte muito tarde, ok?

Cena 2: Conversa entre mim e minha filha de onze anos.

Abre parêntese

Pati, minha yorkshire, se enroscou com Apolo, o pinscher horroroso da Dona Nilce, mesmo depois de eu ter tomado tantos cuidados para que um não se aproximasse do outro. Conclusão: os filhotes-de-cruz-credo nascerão em breve. E eu que havia arrumado tantos yorkshires lindos para ela, todos com pedigree...

Fecha parênteses

- Mãe, vamos ficar com todos os filhotes?
- Claro que não! Não vamos ficar com nenhum!
- Como não?!? São os filhos da Pati! Pelo menos com um temos que ficar, mãe! – Nara já estava com os olhos brilhando demais da conta por mim suportável.
- Nara, não e ponto final!- (Ó, jesuis, por que os meus pontos finais nunca funcionam como na gramática???).
- Mas, mãe, por que não?
- Porque vão ser filhotes-de-cruz-credo. Todos vira-latas. Assim que a Pati morrer a gente escolhe um bem bonitinho de raça.
- Esse é o seu critério? Se tem ou não raça e pedigree?
- Sim. – Disse eu, sem titubear, baseada no que sempre ouvi de minha mãe: "Cachorro para viver dentro de casa tem que ter documento!".
- Mas e eu? O que eu sou? Não sou uma vira-lata? Tenho a pele morena, olhos puxados...eu valeria mais para você se fosse uma japonesa pura?
- Claro que não, Nara! Que idéia!
- E por que o seu critério muda para os bichos? Por que você não aceita o fato de que a mistura entre eles possa até, quem sabe, gerar melhores resultados?
- ...
- Posso ficar com um?
- Vamos conversar com o papai, tá bom?

Cena 3: conversa entre mim e meu filho de três anos.

Abre parêntese

Desde antes d’eu ter o meu primeiro filho, ouvi dizer pela boca de ilustres e famosos psicólogos que o certo é: quando se ouvir uma criança que está aprendendo a falar pronunciar uma palavra errada, jamais repeti-la na forma em que foi dita. Isso só reforçará o erro. Devemos, em seguida sempre, proferir o vocábulo corretamente.

Fecha parêntese

- Móin, eu quelo bolo de combole.
- ..., ..., ..., o que, meu filho?... o que você quer? – perguntei eu, tão emocionada quanto aqueles que se encontram pela primeira vez em frente às Cataratas do Iguaçu.
- Eu quelo bolo de combole, móin.

Neste momento, tive a certeza de que nunca mais comerei rocambole na minha vida.

Depois dessa semana, difícil agora é dar alguma opinião seja lá sobre o que for. E ponto.



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Presente de Aniversário


Desejo a você muito mais do que 13 anos de felicidade!