quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CERN- Quase nos finalmentes...


Lá do restaurante do CERN, dependendo do dia, conseguimos ver o Mont Blanc que é a montanha lá atrás com a ponta branca. Essa foto foi batida por mim, na quinta-feira, dia 9 de setembro, antes do nosso dia começar.



E o dia começou com o pé direito com o curso sobre Aplicações da Física de Partículas à Medicina com o professor Luis Peralta do LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas). Para quem acha que médico não precisa saber física, saiba que lá no CERN tem um setor onde trabalham físicos e médicos buscando (e encontrando) a cura para vários tipos de câncer.

 Bonito demais ver a ciência aplicada. Bonito demais!

As demais palestras com os professores Gaspar Barreira (LIP) e a professora Rosalia Vargas (Agência Ciência Viva e Pavilhão do Conhecimento) foram legais também.

A tarde fomos conhecer o LINAC (onde os prótons são acelerados) e participamos de uma sessão experimental com uma Câmara de Nuvens. Daqui a pouco vocês vão ver as fotos.

Nessa placa, mostra quando o síncrotron (acelerador de partículas cíclico) foi inaugurado. Conseguem ver ou eu estou atrapalhando muito? É que eu tive que provar que eu estive lá...


Melhor assim?


Bom, e lá vou eu feliz e contente, mais uma vez, conhecer lugares super interessantes e perigosos.




Antes de continuar, tivemos que verificar se tínhamos sido contaminados com aquela radiação toda. Essa aí sou eu, cheia de medo:



Ufa! Posso continuar a visita...

Esse aí embaixo, como vocês podem ver é uma pequena parte de um grande equipamento. Eu já me esqueci para que serve, mas com certeza tem algo a ver com partículas, prótons, quarks...


Olha o acelerador aí, gente!!!


Parte do acelerador linear, responsável pelo primeiro aumento de velocidade dos prótons. Nesse aparelho as partículas, saindo do repouso, atingem uma velocidade de 0,3 da velocidade da luz (100 000 km/s). Outros aparelhos proporcionam aos prótons uma velocidade final de 99,9999 % da velocidade da luz.

Dá para acreditar que eu estive lá?

Bom, depois dessa visita ao LINAC aprendemos com o "prêmio Nobel" de fisica, o professor Mick Storr, como se constrói uma  câmara de nuvens.



Entenderam? Para quem quiser maiores detalhes dê uma olhada aqui, você será direcionado para o blog do professor Dulcídio, que foi comigo para o CERN.

Depois desse dia super cheio ainda fomos confraternizar com os colegas portugueses e moçambicanos e com os professores num churrasco português. Antes disso, havia uma pedra no meio do caminho.


Do meu lado esquerdo a França, do direiro, Suíça. Ainda estou dentro do CERN.

Fomos para o churrasco no ônibus de gente importante. Na sequência: Fábio, Medina, Euzinha, Alex, Soraia, Alexandre e a perua da Izabel.

Já viram um churrasco só de físicos? Ei-lo:


Pensa que não nos divertimos quando nos juntamos?

Ledo engano...

Como dizem os portugueses aqui (que não sabem falar português coisíssima nenhuma): eu sou a mais pequena.

O de avental vermelho é um professor de lá do CERN e o de amarelo eu não tenho a menor ideia de quem seja.


Ah sim!!! Esse é o Sandro Fonseca de Souza. Ele me pediu para que contasse a todos que ele existe. A dizer: ele é carioca, suburbano de Piedade, formado pela UERJ e está pesquisando lá no CERN!!! Se eu não o conhecesse eu também duvidaria que ele é real. Para aqueles que não acreditam que podemos chegar lá, estar junto dos melhores e contribuindo intelectualmente de alguma forma com tudo aquilo, eis a foto:

Sim, we can!!! Quer dizer...he can!!!


Churrasco sem música? Nerd não canta? Quem disse? Com vocês o professor Vitor Oguri!


Depois desse dia maravilhoso, hotel, skype com a família e cama!

Beijos e até o último capítulo dessa série!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Genebra

Hoje, 8 de Setembro de 2010, tivemos a tarde para conhecer Genebra. Na verdade, os portugueses que organizam esse encontro fizeram desse passeio uma brincadeira chamada “ Caça ao Tesouro”. Dividiram-nos em grupo, deram-nos uma folha com várias perguntas e deixaram-nos no centro de Genebra. O final do roteiro era um hotel onde passamos parte da noite regada à música típica e fondue.

Conhecer o CERN, que é o maior laboratório já construído na história, é uma experiência e tanto. Impossível olharmos para esses mega equipamentos com toneladas de fios por todos os lados impregnado de tecnologia de ponta a ponta sem nos emocionarmos, sem refletir sobre o que é a mente humana e do que somos capazes quando juntamos forças. Andar por Genebra, no entanto, não foi diferente. Deparar-se com uma cidade construída no século XII, com as Igrejas imponentes, passar na rua onde morou Rousseau...haja coração para tamanha emoção.

Agora, então, vou contar para vocês a aventura que foi esse passear pela segunda maior cidade da Suíça e uma das cidades com melhor qualidade de vida do mundo! Na verdade, todo o meu grupo de 10 pessoas se perdeu, e no final conheci Genebra com Soraia, professora de física de Niterói, e Izabel, de Santa Maria. Simplesmente uma aventura inesquecível que com palavras e mesmo com fotos, com certeza, não conseguirei reproduzir em toda a sua magnitude.

Vamos?

Descemos na estação “ Cornavin” e andamos (sempre andando a partir de agora) até a Ponte Mont Blanc, uma das perguntas era descobrir quem estava olhando o lago no Quais de Bergues.



A vista de Rousseau é maravilhosa. Cá está:



O que ele está vendo é a Pont de la Machine. A máquina original servia para bombear água para as casas locais. Hoje, aquele casarão que Rousseau olha, transformou-se no Bureau de Tourisme de Genebra.

No caminho, deparamos com esses ambientes pra lá de acolhedores.



Nessas horas, esquecíamos de que havia uma cidade a ser percorrida a pé e fizemos parte da paisagem por mais tempo de que deveríamos.



Tínhamos que descobrir quais são as bandeiras que alternam na Rue de la Corraterie. As lojas nessa rua são caríssimas, na verdade, aqui tudo é caro, mas ela consegue superar o que para mim já era um exagero nessa terra.



O bom é que lá no final, deparamo-nos com a Place Neuve, onde encontramos o General Dufour, sentado no seu cavalo olhando o belíssimo Conservatoire de la Musique. Quando ele foi fundado? Era a pergunta da vez. Estava escrito MDCCCXXXV. Para quem não perdeu a aula de algarismos romanos...


Por alguns segundos o general ficou me olhando.



Entramos agora no Parque de Bastions, jogamos uma partida de xadrez e continuamos.



Nesse parque, encontram-se os principais edifícios da Universidade de Genebra. Lembrei-me da UERJ:




Esses são os quatro gigantes da Reforma. Quem são eles?


Uma vista de arrepiar!



Estamos entrando na Cidade Velha de Genebra. As estreitas ruas da Genebra medieval podem ser visitadas tranquilamente a pé.




Palmas para Izabel que conheceu tudo de botas, elegantésima e não reclamou nadica de nada de cansaço! Uma força invejável.

Estamos entrando no Hotel de Ville. No verão fazem concertos ao ar livre no pátio do hotel.



Uma vez lá dentro, não sabemos se olhamos pro chão, para as paredes ou para o teto.



As flores dão um colorido especial e estão por todos os lados.






Essa aí embaixo é a Grand Rue, local onde Jean-Jaques Rousseau nasceu:





Passamos em frente da Maison Tavel, a casa mais antiga de Genebra.





Atualmente, essa casa virou um museu. Mas claro, como só tínhamos uma tarde para fazer o diabo do roteiro, não entramos em museu nenhum. Continuando, nos deparamos com a Cathedrale Jean Pierre. Haja coração para a vista.



Não chegamos a tempo de subir no alto da torre. Mas entramos...



Lindo demais, concordam? Bom, seguindo fomos parar na praça Bourg du Four, onde paramos, descansamos, tomamos sorvete, eu, refrigerante e Izabel e Soraia, uma cervejinha no La Clemence e continuamos a nossa peregrinação um tanto quanto agradável.

Essa é a vista chegando a praça.



Esta é a indo embora...

Cansados? Nós não, ainda bem porque ainda havia muita coisa a ver. Fomos dar uma olhada no Museu de Arte e História.



De onde eu estava, se olhasse para o lado via a Igreja Ortodoxa Russa, decorada com cebolas douradas.



Espetáculo, não? Continuando...conforme íamos andando de vez em quando deparávamos com fontes. Quando é um leão quer dizer que a água é potável. E quando é outro bicho eu não sei e nem vi.



Agora chegamos ao ponto mais famoso de Genebra o Jato d´água. Jet d´Eau. O jato de água lança 500 litros de água por segundo a uma altura de 140m!!! No verão, ele funciona até às 23h.



Eu nem estou feliz aqui. Apesar de estar cinco horas andando carregando 6 quilos de chocolate, cadê o cansaço que não aparece?


Já estava ficando escuro, mas mesmo assim resolvemos sentar para admirar a vista.



Nada mal, não? Havia mais caminhos a percorrer, mas resolvemos ficar ali mesmo por mais tempo vendo o Sol se por e dali partimos para o hotel Edelweiss, onde chegamos quase 21:00h. Lá, passaríamos uma noite regada a música, a fondue, danças e muitas mas muitas risadas.


Voltando, lá pelas tantas, enquanto esperávamos nosso ônibus ainda sobrou energia para gravarmos esse vídeo altamente explicativo do que estamos aprendendo no CERN.