sábado, 16 de outubro de 2010

Biciquétala! Sabe andar disso?


Yuki: Móin, vamos andar de biciqueta?

Móin: Só se você aprender a falar direito.

Yuki: Eu num sei falá dileito, móin!

Móin: Sabe sim. Fala: lá lá lá.

Yuki: Lá lá lá.

Móin: Fala: Lé lé lé.

Yuki: Lé lé lé.

Móin: Fala: Biciqué.

Yuki: Biciqué.

Móin: Bi.ci.que.lé.

Yuki: Bi.ci.que.lé.

Móin: Bi.ci.que.lé.ta.

Yuki: Bi.ci.que.lé.ta.

Móin: Isso! Agora fala bicicleta!

Yuki: Biciquétala!

Móin: Bicicleta!

Yuki: Biciquétala!

Móin: Bi.ci.queleeeeta!

Yuki: Bicique.leeeta.

Móin: Tia Calááááudia.

Yuki: Tia Calááááudia.

Móin: Isso! Tia Cláudia. Bicicleta!

Yuki: Tia Cáudila. Biciquétala.

Móin: ...

Yuki: Vamu agola? Vamu andá comigo de biciquétala?

Móin: Agora vamos! Adorei isso... Bóra, meu filho!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Zapeando sem Controle


Joe Reese
Feriadão em casa e maridão embarcado.

Hideo: Mãe, você acha que a Natália vai ficar chateada comigo se eu for à festa com o Coutinho?

Nara: Mãe, você prometeu que hoje ia comprar esmaltes comigo. Vamos agora ou depois?

Livro: Em 1695, Leibniz publicou “Specimen dynamicum” e “Système nouveau”. Essas publicações se complementam no desenvolvimento do conceito de força como uma substância metafísica e como fenômeno da matéria.

Yuki: Acabeeeeeei, móin!

Email: Água e coca-cola IMPRESSIONANTE!!!!!!

Lucimar: Acabou o gás.

Livro: O que Leibniz diz aqui é que Aristóteles e os filósofos escolásticos tem certamente tentado expressar a unidade das coisas, mas o fizeram com conceitos obscuros e confusos.

Hideo: Mãe, tem um filme maneiraço que eu quero ver com você. Rock Star, tá afim agora?

Email: Fwd: Fw:Enc: *Aviso das Seguradoras - Vale a pena ler pra não cair no golpe dos motoqueiros!!!!

Nara: Mãe, o Jonnhy Depp nem parece a idade que tem, né? Ai, mãe, ele é o máximo!

Yuki: Quelo vê tlem na intenétchi. A intenétchi tá lenta, móin???

Lucimar: Posso fazer lasanha pro almoço hoje?

Livro: Uma ideia atomista produz uma contradição, enquanto composição de pontos matemáticos é impossível. Leibniz conclui assim, que é necessário reintroduzir a forma substancial.

Hideo: Mãe, tem ideia de alguma fantasia para eu ir à festa, caso a Natália não se importe?

Nara: Ai, mãe, essa cor não é linda?

Lucimar: Não tem carne moída.

Livro: Não é possível discutir a diferenciação de Leibniz do conceito de força sem primeiro discutir a metafísica subjacente: força é a essência da verdadeira unidade.

Yuki: Posso chupá o pilulito de molango agola?

Email : Fwd: FW: Técnica para RELAXAR...mto bom...rs.....

Celular: Sogra chamando. Ekinha! Vou almoçar na sua casa amanhã para ver meus netos!

Livro: Há, então, dois níveis de realidade, ambas construídas da matéria e da forma. O que é complicado no sistema de Leibniz...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sinal Verde

Estava tirando o carro para levar minha filha Nara de doze anos à escola. Enquanto Nara fechava o portão da garagem, eu fiquei olhando a rua dentro do takimóvel, verificando se havia algum perigo iminente. Aqui em Madureira é assim, temos que ficar sempre espertos senão o moço leva nosso carro sem nem pedir direito.

Nesse momento de a-tensão acabei vendo a Nádia, amiga de infância de Tatiana, minha irmã mais velha. Da mesma forma que eu, Nádia manteve o mesmo CEP desde quando nasceu. Ela sempre foi gordinha. Desde criança. Foi uma adolescente que lutou para diminuir a força da gravidade, às vezes ficava mais magra mas passava um tempo, já estava ela ocupando bastante espaço de novo. Crescemos. Eu pouco, é verdade e Nádia bastante para cima e para os lados. O máximo que fazemos é nos cumprimentarmos quando passamos uma pela outra. Nunca tive intimidade com ela para ir além disso.

Pois bem, hoje a vi levando suas filhas gêmeas de três anos à escola acompanhada do marido que carregava duas mochilas rosas. E pensei: caramba...Nádia nunca emagreceu mesmo pensando bem se ela fosse magra ela não seria a Nádia ou seria? que legal duas filhas iguaizinhas já pensou se Yuki tem um irmão gêmeo a Ta também não mudou nada vou perguntar a ela se está gostando da escola para eu matricular Yuki ano que vem nunca tive intimidade com ela mas que legal duas mochilas rosas o marido tem uma cara boa a família está bonita... as vírgulas são desnecessárias porque nem deu tempo de respirar nessa fração de segundos em que Nara fechava o portão.

Quando Nara entrou no carro e me viu olhando alguma coisa perguntou:

- O que você está olhando, mãe?
- A Nádia, amiga da tia Tata que sempre foi gorda e está levando as filhas gêmeas para escola com o marido.

Engatei a primeira e lá fomos nós!

- Que horror, mãe... Por que ela sempre foi gorda?
- Não faço a menor ideia.
- Por que ela teve gêmeas? Qual o problema dela ser gorda?
- Nenhum.
- Mas você não está aí olhando?
- Estava. Até que você entrou no carro e quis entrar na minha cabeça.
- Puxa, mãe, que horror!
- ???
- Ela só colocou casaco em uma filha!
-Vai ver que a outra não quis colocar, Nara.
- Cruzes, mãe, você virou para mim e disse: olha lá, Nara, a amiga da  tia Tata que é gorda mas é feliz!
- Eu disse isso? Eu nem disse para você olhar nada. Você entrou no carro e me perguntou assim – falei afinando a voz e fazendo cara de retardada - “Mãe, o que você está olhando?” e eu respondi o que estava olhando!!!
- Mas precisava???
- Precisava o que, Nara?
- Nem precisava dizer nada. Você disse: Nara, a amiga da tia Tata sempre foi gorda mas teve gêmeas.
- Mas? Eu não disse mas! Eu disse que a amiga da tia Tata sempre foi gorda e que estava levando as filhas para a escola.
- Mas por que você faria essas duas observações? Que ela sempre foi gorda e tem duas filhas?
- Porque era isso que eu estava olhando.
- Isso foi um insulto para mim, mãe! Um in-sul-to!
- ???
- Você quer me dizer- Nara disse engrossando a voz e levantando o dedo indicador- : “viu, Nara? Você pode continuar assim e ainda ser feliz!”.
- Assim como?
- Gorda, eu estou gorda, mãe, você sabe disso, papai falou!
- Nara, vai fazer terapia!
- Mãe, confessa, mãe. Você acha que ela é feliz só porque tem filhas gêmeas e nem acreditava que isso fosse possível e agora está feliz porque viu que eu posso ser feliz do jeito que eu sou. Por isso está rindo agora.
- Nara, eu nem pensei em você quando olhei a Nádia! E estou rindo de seus devaneios.
- Que horror, mãe!
- Nem posso olhar a Nádia com as duas filhas em paz...
- Mas você só ficou olhando porque ela é gordinha.
- Não, fiquei olhando porque ela estava andando na rua e pensei “Olha a Nádia, amiga da tia Tata que sempre foi gorda e está levando as filhas gêmeas para escola com o marido!”. Simples assim: sem quê nem por quê.
- Você não ia pensar "amiga da tia Tata".
- Nara, isso que dá querer entrar na cabeça dos outros. Os outros não sabem nem por que pensaram isso ou aquilo...
- Mas por que você olhou fixamente, mãe? Eu te conheço...
- Fixamente???
- É, mãe...

Chegamos, enfim-graças-à-Deus, à escola. Observei  a Nara atravessando de forma atrapalhada a Intendente Magalhães e pensei: " Caramba...a Nara atravessa a Intendente toda atrapalhada ela é ainda muito pequenininha nem sabe atravessar a rua Nara vai ficar maluca se continuar assim ligada em tudo que está perto dela será que Yuki já almoçou ainda tenho que fazer unha hoje e acabar de ler livro do Gusdorf o que será que vai acontecer no Prison Break vou matar o Nelson por ter falado que Nara está gorda...". E pensando pensando pensando, rapidinho já estava de volta. Ao apontar o carro para a minha garagem, vi a Nádia voltando de mãos dadas com o marido.

Nádia hein...quem diria!


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Pronto. Virei Sogra!
Pre$ente

domingo, 3 de outubro de 2010

Bússolas. Quando arremessá-las?


Irisneide veio do interior de Minas, com seus filhos Emerson e Thales. Um de cinco anos o outro de oito. Chegou com destino certo. Trabalhar na casa de Aline, filha de Penha e minha vizinha. Moramos na mesma vila no subúrbio carioca. Aline terminou o ensino médio ano passado e veio para o Rio fazer um curso profissionalizante. A mãe, o pai e a irmã de Aline moram no mesmo lugar de onde veio Irisneide. Por se conhecerem e por gratidão, Irisneide veio fazer companhia e comida para Aline.

Assim, no início desse ano, meu filho Yuki de quatro anos ganhou de repente dois amiguinhos que, a princípio, tiveram dificuldades em arrumar vaga em uma escola aqui perto. Todos os dias, Yuki brincava com Thales e Emerson. Dividia brinquedo, comida e a atenção de todos da  nossa família.

O problema é que Irisneide é da pá virada. Menina nova, de 22 anos, cheia de vida como dizem os que não a acompanham. Não nasceu para viver sem amigos, sem forró e sem tatuagem e talvez por isso os filhos dela até dormiam de vez em quando aqui em casa e meu filho se divertia tanto quanto Irisneide.

A convivência se estendeu por sete meses até que a patroa descobriu que Aline estava ficando muito sozinha em casa, quando não ficava cuidando de duas crianças enquanto Irisneide estava digamos, balançando o esqueleto não necessariamente ao som de uma música. Penha veio de Minas sem querer conversa. Pegou a danada da Irisneide, o Emerson e o Thales e levou todo mundo de volta. Justo agora que eles haviam conseguido vaga na escola e eu havia comprado copos com o nome deles.

Yuki ficou sem amigos, a casa ficou vazia e com o "copo-Emerson" e o "copo-Thales" no armário que nem deu tempo de dar para eles levarem de presente. Foram embora para Minas e para sempre.

Agora tenho que explicar para uma criança o por quê dele nunca mais poder ver os amigos. Por mais que eu fale que eles foram morar longe, em uma outra casa, em outro Estado, ele não entende. Yuki não aceita tamanha perda sem uma boa e detalhada explicação. A questão é que eu também não entendi direito. Não entendi o por quê do fogo e também não entendi o por quê do gelo. Hoje até fui surpreendida na cozinha olhando os copos fixamente. Não os estava entendendo também. Como vou (se é que posso) dizer para meu filho que viver ultrapassa qualquer entendimento e que é preciso, às vezes, entregar-se à desorientação?


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O que será que meu pé está me dizendo?



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Homenagem ao caçula

Esse vídeo foi feito em homenagem aos 4 anos do Yuki. Músico de nascença.

A primeira música, Chula Cortada cantada por Pedro Miranda, foi escolhida pelo fato dela ser atualmente a música preferida do Yuki. Ele a canta e a ouve 547 vezes por dia. A segunda música do vídeo tem outra história. Quando ele  ouviu pela primeira vez Adriana Calcanhoto cantando Poeta Aprendiz de Vinícius de Moraes ele disse que essa era a música dele. Feita para ele. Quem sabe será mesmo???

Com vocês, o MEU, o SEU, o NOSSO YUUUUUUUUKIIIIIIIIII!



"Por isso fazia
Seu grão de poesia
E achava bonita
A palavra escrita
Por isso sofria
De melancolia
Sonhando o poeta
Que quem sabe um dia
Poderia ser"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CERN. Acabou-se o que era doce

Já sinto saudades de quase tudo, mas se tem algo que eu olho e dou graças à Deus de estar bem distante são essas  máquinas engolidoras de moedas e completamente surdas. Esse foi o meu pesadelo naquela terra super interessante.


Para pegarmos ônibus, trem, bonde, cavalo, café, água... tinha que ter um bilhete que só era adquirido na máquina. Detalhe: só aceitava moedas, não dava troco e não poderíamos comprar dois bilhetes. Então, se o bilhete custasse dois francos e só tivéssemos uma moeda de cinco francos, tínhamos que beijar a moeda e despedir-se dos três que a máquina iria engolir para a eternidade. Mais um detalhe, o ônibus, o trem e o bonde tinham uma pontualidade suíça. Éramos um grupo de sei lá quantos. Toda hora que chegávamos no ponto era uma gritaria nervosa porque tinha que dar tempo de comprar bilhetes para todos embarcarmos juntos. A visão de um grupo de físicos desesperados diante da máquina era deprimente (no bom sentido, é claro...):

-QUEM TEM DEZ CENTAVOS? QUEM TEM DEZ CENTAVOS?
-TÁ CHEGANDO! TA CHEGANDO!TÁ CHEGANDO!
-EURO OU FRANCO?EURO OU FRANCO?
-QUE BOTÃO VOCÊS APERTARAM?QUE BOTÃO VOCÊS APERTARAM?
- ENGOLIU! ENGOLIU!
-APERTA!APERTA!
- É ESSE? É ESSE???

Toooodo dia era isso. Toooooodo dia.

Até que chegou nosso último dia, com as últimas palestras com questões para lá de filosóficas:

Esse é  Dr.Jonathan Ellis, pesquisador do CERN que nos contou sobre Questões em Aberto na Física de Partículas e no Universo.



Esse aí é o Fábio Beig verificando o que sobrou da bolada que ele havia levado para Genebra.

E enfim, chegava ao fim o nosso sonho. Muitos já foram para as palestras de sexta-feira de mala e cuia. Apesar da saudade grande de casa, o coração estava apertado por ser obrigado a dar adeus aos novos amigos e por não ter palavras para agradecer todos os momentos maravilhosos que passamos juntos.


A maioria do grupo pegaria avião sábado a tarde e sobrou, então, o restinho da tarde de sexta e a manhã de sábado para conhecermos o resto da Europa. Vãobora que dá tempo!


Era o único momento que tivemos para comprar souvenirs e o que mais tivéssemos vontade. Nas sacolas aí em cima  tínhamos patins, relógios, chocolates, brinquedos, canivetes... Quem converte não se diverte! Foi o lema que adotamos para ter coragem de trazer tudo o que queríamos.


Após as compras, resolvemos parar e curtir com calma um cantinho de Genebra. O resto da Europa ficaria para a manhã do dia seguinte.


Não era raro ver mulheres de burca. Nessa aí, nós ficamos de olho para ver como  a coitada ia comer com aquilo. Essa foto foi tirada por Soraia Azeredo que além de excelente física  tira fotos com muitos defeitos especiais!


Essa é a Izabel Cristina, autora da frase "Quem converte não se diverte!" e responsável por eu ter gasto o dobro do que previa.


Bom, estamos nos finalmentes mesmo. Fábio nesse dia, chegou até a colocar a calça pelo avesso!

Sábado pela manhã, corremos ao aeroporto para fazer o check in e tentar conhecer o resto da Europa.


Decidimos começar pelo Museu da História da Ciência. Como o museu era lindo, ficamos mais tempo do que deveríamos nele e não conseguimos conhecer Paris, por exemplo. Tínhamos que voar para a aeroporto.


 É...acabou-se o que era doce. Estávamos muuuuuito cansados... vivemos uma semana intensa. Aprendemos um bocado. Impossível viver uma experiência como essa, tendo contato com o maior laboratório já contruído pelo homem que busca compreender a origem do Universo, sem uma grande transformação interior, sem filosofar, sem se emocionar, sem ser contagiado pela ciência por completo.

Termino aqui essa série de postagens sobre a minha aventura na Escola de Física CERN 2010 com a foto de todos os brasileiros que viveram essa experiência ímpar:

Os recursos necessários para a participação dos brasileiros no CERN, em Genebra  foram obtidos junto ao Departamento de Educação Básica da CAPES e ao Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Para deixar registrado:

Dois colegas, Dulcídio e Glória foram entrevistados pela revista Ciência Hoje sobre a Escola de Física CERN 2010:

 http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/todos-os-sonhos-do-mundo.

E também, Ana Luiza no Estadão de SP:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-brasileiros-fazem-curso-no-cern,609188,0.htm


Última foto da máquina.

Agora, colocar para frente o que aprendi. O show tem que continuar.

Beijos em todos

Now: home sweet home!!!




quarta-feira, 15 de setembro de 2010

CERN- Quase nos finalmentes...


Lá do restaurante do CERN, dependendo do dia, conseguimos ver o Mont Blanc que é a montanha lá atrás com a ponta branca. Essa foto foi batida por mim, na quinta-feira, dia 9 de setembro, antes do nosso dia começar.



E o dia começou com o pé direito com o curso sobre Aplicações da Física de Partículas à Medicina com o professor Luis Peralta do LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas). Para quem acha que médico não precisa saber física, saiba que lá no CERN tem um setor onde trabalham físicos e médicos buscando (e encontrando) a cura para vários tipos de câncer.

 Bonito demais ver a ciência aplicada. Bonito demais!

As demais palestras com os professores Gaspar Barreira (LIP) e a professora Rosalia Vargas (Agência Ciência Viva e Pavilhão do Conhecimento) foram legais também.

A tarde fomos conhecer o LINAC (onde os prótons são acelerados) e participamos de uma sessão experimental com uma Câmara de Nuvens. Daqui a pouco vocês vão ver as fotos.

Nessa placa, mostra quando o síncrotron (acelerador de partículas cíclico) foi inaugurado. Conseguem ver ou eu estou atrapalhando muito? É que eu tive que provar que eu estive lá...


Melhor assim?


Bom, e lá vou eu feliz e contente, mais uma vez, conhecer lugares super interessantes e perigosos.




Antes de continuar, tivemos que verificar se tínhamos sido contaminados com aquela radiação toda. Essa aí sou eu, cheia de medo:



Ufa! Posso continuar a visita...

Esse aí embaixo, como vocês podem ver é uma pequena parte de um grande equipamento. Eu já me esqueci para que serve, mas com certeza tem algo a ver com partículas, prótons, quarks...


Olha o acelerador aí, gente!!!


Parte do acelerador linear, responsável pelo primeiro aumento de velocidade dos prótons. Nesse aparelho as partículas, saindo do repouso, atingem uma velocidade de 0,3 da velocidade da luz (100 000 km/s). Outros aparelhos proporcionam aos prótons uma velocidade final de 99,9999 % da velocidade da luz.

Dá para acreditar que eu estive lá?

Bom, depois dessa visita ao LINAC aprendemos com o "prêmio Nobel" de fisica, o professor Mick Storr, como se constrói uma  câmara de nuvens.



Entenderam? Para quem quiser maiores detalhes dê uma olhada aqui, você será direcionado para o blog do professor Dulcídio, que foi comigo para o CERN.

Depois desse dia super cheio ainda fomos confraternizar com os colegas portugueses e moçambicanos e com os professores num churrasco português. Antes disso, havia uma pedra no meio do caminho.


Do meu lado esquerdo a França, do direiro, Suíça. Ainda estou dentro do CERN.

Fomos para o churrasco no ônibus de gente importante. Na sequência: Fábio, Medina, Euzinha, Alex, Soraia, Alexandre e a perua da Izabel.

Já viram um churrasco só de físicos? Ei-lo:


Pensa que não nos divertimos quando nos juntamos?

Ledo engano...

Como dizem os portugueses aqui (que não sabem falar português coisíssima nenhuma): eu sou a mais pequena.

O de avental vermelho é um professor de lá do CERN e o de amarelo eu não tenho a menor ideia de quem seja.


Ah sim!!! Esse é o Sandro Fonseca de Souza. Ele me pediu para que contasse a todos que ele existe. A dizer: ele é carioca, suburbano de Piedade, formado pela UERJ e está pesquisando lá no CERN!!! Se eu não o conhecesse eu também duvidaria que ele é real. Para aqueles que não acreditam que podemos chegar lá, estar junto dos melhores e contribuindo intelectualmente de alguma forma com tudo aquilo, eis a foto:

Sim, we can!!! Quer dizer...he can!!!


Churrasco sem música? Nerd não canta? Quem disse? Com vocês o professor Vitor Oguri!


Depois desse dia maravilhoso, hotel, skype com a família e cama!

Beijos e até o último capítulo dessa série!