segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Genebra

Hoje, 8 de Setembro de 2010, tivemos a tarde para conhecer Genebra. Na verdade, os portugueses que organizam esse encontro fizeram desse passeio uma brincadeira chamada “ Caça ao Tesouro”. Dividiram-nos em grupo, deram-nos uma folha com várias perguntas e deixaram-nos no centro de Genebra. O final do roteiro era um hotel onde passamos parte da noite regada à música típica e fondue.

Conhecer o CERN, que é o maior laboratório já construído na história, é uma experiência e tanto. Impossível olharmos para esses mega equipamentos com toneladas de fios por todos os lados impregnado de tecnologia de ponta a ponta sem nos emocionarmos, sem refletir sobre o que é a mente humana e do que somos capazes quando juntamos forças. Andar por Genebra, no entanto, não foi diferente. Deparar-se com uma cidade construída no século XII, com as Igrejas imponentes, passar na rua onde morou Rousseau...haja coração para tamanha emoção.

Agora, então, vou contar para vocês a aventura que foi esse passear pela segunda maior cidade da Suíça e uma das cidades com melhor qualidade de vida do mundo! Na verdade, todo o meu grupo de 10 pessoas se perdeu, e no final conheci Genebra com Soraia, professora de física de Niterói, e Izabel, de Santa Maria. Simplesmente uma aventura inesquecível que com palavras e mesmo com fotos, com certeza, não conseguirei reproduzir em toda a sua magnitude.

Vamos?

Descemos na estação “ Cornavin” e andamos (sempre andando a partir de agora) até a Ponte Mont Blanc, uma das perguntas era descobrir quem estava olhando o lago no Quais de Bergues.



A vista de Rousseau é maravilhosa. Cá está:



O que ele está vendo é a Pont de la Machine. A máquina original servia para bombear água para as casas locais. Hoje, aquele casarão que Rousseau olha, transformou-se no Bureau de Tourisme de Genebra.

No caminho, deparamos com esses ambientes pra lá de acolhedores.



Nessas horas, esquecíamos de que havia uma cidade a ser percorrida a pé e fizemos parte da paisagem por mais tempo de que deveríamos.



Tínhamos que descobrir quais são as bandeiras que alternam na Rue de la Corraterie. As lojas nessa rua são caríssimas, na verdade, aqui tudo é caro, mas ela consegue superar o que para mim já era um exagero nessa terra.



O bom é que lá no final, deparamo-nos com a Place Neuve, onde encontramos o General Dufour, sentado no seu cavalo olhando o belíssimo Conservatoire de la Musique. Quando ele foi fundado? Era a pergunta da vez. Estava escrito MDCCCXXXV. Para quem não perdeu a aula de algarismos romanos...


Por alguns segundos o general ficou me olhando.



Entramos agora no Parque de Bastions, jogamos uma partida de xadrez e continuamos.



Nesse parque, encontram-se os principais edifícios da Universidade de Genebra. Lembrei-me da UERJ:




Esses são os quatro gigantes da Reforma. Quem são eles?


Uma vista de arrepiar!



Estamos entrando na Cidade Velha de Genebra. As estreitas ruas da Genebra medieval podem ser visitadas tranquilamente a pé.




Palmas para Izabel que conheceu tudo de botas, elegantésima e não reclamou nadica de nada de cansaço! Uma força invejável.

Estamos entrando no Hotel de Ville. No verão fazem concertos ao ar livre no pátio do hotel.



Uma vez lá dentro, não sabemos se olhamos pro chão, para as paredes ou para o teto.



As flores dão um colorido especial e estão por todos os lados.






Essa aí embaixo é a Grand Rue, local onde Jean-Jaques Rousseau nasceu:





Passamos em frente da Maison Tavel, a casa mais antiga de Genebra.





Atualmente, essa casa virou um museu. Mas claro, como só tínhamos uma tarde para fazer o diabo do roteiro, não entramos em museu nenhum. Continuando, nos deparamos com a Cathedrale Jean Pierre. Haja coração para a vista.



Não chegamos a tempo de subir no alto da torre. Mas entramos...



Lindo demais, concordam? Bom, seguindo fomos parar na praça Bourg du Four, onde paramos, descansamos, tomamos sorvete, eu, refrigerante e Izabel e Soraia, uma cervejinha no La Clemence e continuamos a nossa peregrinação um tanto quanto agradável.

Essa é a vista chegando a praça.



Esta é a indo embora...

Cansados? Nós não, ainda bem porque ainda havia muita coisa a ver. Fomos dar uma olhada no Museu de Arte e História.



De onde eu estava, se olhasse para o lado via a Igreja Ortodoxa Russa, decorada com cebolas douradas.



Espetáculo, não? Continuando...conforme íamos andando de vez em quando deparávamos com fontes. Quando é um leão quer dizer que a água é potável. E quando é outro bicho eu não sei e nem vi.



Agora chegamos ao ponto mais famoso de Genebra o Jato d´água. Jet d´Eau. O jato de água lança 500 litros de água por segundo a uma altura de 140m!!! No verão, ele funciona até às 23h.



Eu nem estou feliz aqui. Apesar de estar cinco horas andando carregando 6 quilos de chocolate, cadê o cansaço que não aparece?


Já estava ficando escuro, mas mesmo assim resolvemos sentar para admirar a vista.



Nada mal, não? Havia mais caminhos a percorrer, mas resolvemos ficar ali mesmo por mais tempo vendo o Sol se por e dali partimos para o hotel Edelweiss, onde chegamos quase 21:00h. Lá, passaríamos uma noite regada a música, a fondue, danças e muitas mas muitas risadas.


Voltando, lá pelas tantas, enquanto esperávamos nosso ônibus ainda sobrou energia para gravarmos esse vídeo altamente explicativo do que estamos aprendendo no CERN.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

CERN 4 - Vida de nerd 2


Depois de uma manhã bem atribulada com uma palestra sobre Os Princípios de Detecção de Partículas com a professora Ana Maria Henriques Correia  aqui mesmo do CERN, outra sobre Introdução à Física de Partículas com o simpatíssímo professor Augusto Barroso  de Lisboa e finalmente com a palestra sobre  o Detector CMS ministrada pelo professor André David do LIP,  almoçamos e fomos conhecer o CMS Electronics Cavern e o  CERN Control Centre.


Aqui nós, professores super nerds, podemos fotografar tudo, inclusive os fisicos meganerds trabalhando.  Aliás, é para isso que cá estou (como me lembram toda hora os portugueses)! Algo hiper estranho acontece. Miramos a máquina, damos close, o flash acende e o ser (?) não se desconcentra! A única recomendação que tivemos é de que não os alimentássemos.



In- out! In-out! In-out!!! 


Tudo computador! Tuuudo. Paredes e mais paredes, corredores e mais corredores...



Quem disse que físico nerd não lê literatura? Olha a relíquia que encontrei na mesa de trabalho!





Eu aqui fico assim: não posso ver uma placa de perigo, radiação, afaste-se, fogo, você vai morrer! que eu fico toda feliz!

Eu fico irradiante!



Área proibida então... nem se fale.


Aliás, cá para nós, aqui tem umas placas que eu não sei bem o que tenho que fazer ou o que não devo fazer.



Fiquem juntos! Não andem sozinhos! Encontrem- se aqui! Apertem-se! O mais estranho é que estava bem no meio de um estacionamento. Vai entender...


Não posso entrar nas caixas? Não posso ter uma caixa? Isso é uma caixa???





Não posso amar? Não devo pendurar um pêndulo no meu coração?


Ããããããhhh?

Já outras eu entendi e obedeci!



Bom, depois dessa visita ao CMS, fomos conhecer o Centro de Controle daqui do CERN .



....e lá estão eles de novo concentradíssimos:



Mas reparem, eles enchem a cara. Olha as garrafinhas em cima do armário!



Medina, Elika, Izabel, Soraia e Alexander:



No final da noite, depois de jantarmos ainda tivemos um programa super high-tech-help-me-please! Houve uma video-conferência com  CV's Teachers Night e os Teachers Program in Portuguese at CERN 2010. Eles falavam de lá, a gente aplaudia daqui, a gente falava daqui, eles riam de lá...quer dizer, eu não falava nada, só aplaudia e ria ria ria.



Bom, esse foi mais um dia!


Ah! Na volta passei numa farmácia para comprar cremes. Aqui é França e meus creminhos são todos feitos aqui (made in Parrí), entrei com uma amiga e ficamos a fuçar nos cosméticos, como dizem o portugueses. Mas aqui é muuuuuito cosmético. Perguntei para uma atendente para que servia aquele ali, para qual parte do corpo (Oú dois-je passer?), fazendo gestos apontando os olhos, as minhas bochechas... e ela me disse Pour passer au cou. Minha amiga que nada entende de francês olhou para a moça super assustada e não acreditando nesses franceses. E eu? Ria ria ria.

Até amanhã!

Beijos para que é de beijo, abraço para quem os merce e resto ao resto!